31 de julho de 2025
INVESTIGAÇÃO

Carne e Unha: operação da PF expõe suspeitas de ligação entre políticos e o crime organizado

Uma das fases da operação teve como alvo Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Por Redação
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TH Joias e Rodrigo Bacellar: ligação entre os dois políticos foi o começo de tudo - Foto:

A Operação Carne e Unha, da Polícia Federal, tem revelado suspeitas de ligação entre agentes públicos, políticos do Rio de Janeiro e integrantes do crime organizado. A investigação é um desdobramento da Operação Zargun, que apurou a atuação de uma rede criminosa com influência em setores públicos e políticos do estado.

As apurações ganharam força após a prisão do ex-deputado estadual TH Joias, apontado pela PF como articulador político ligado ao Comando Vermelho. A partir desse núcleo, os investigadores passaram a apurar possíveis vazamentos de informações sigilosas, interferência política e atuação de aliados para beneficiar investigados.

Uma das fases da operação teve como alvo Rodrigo Bacellar, ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Segundo a investigação, ele teria sido beneficiado por informações reservadas e passou a ser investigado por suposta relação com personagens ligados ao esquema. Bacellar nega irregularidades.

A Polícia Federal também avançou sobre outros nomes com influência política e empresarial no Rio. Entre os alvos citados em novas fases estão o pastor Márcio Poncio e o contraventor Adilsinho, investigados por suspeitas de participação ou conexão com a rede apurada. As defesas dos citados negam envolvimento com o crime organizado.

A operação também alcançou o deputado estadual Thiago Rangel, preso em uma fase que investigou suspeitas de fraudes na área da educação. A PF apura se contratos públicos e estruturas políticas teriam sido usados para beneficiar grupos criminosos ou pessoas ligadas a eles.

O nome Carne e Unha faz referência à relação de proximidade investigada pela PF entre políticos, empresários, agentes públicos e integrantes do crime organizado. Para os investigadores, a apuração mostra um possível elo entre estruturas formais de poder e interesses de facções criminosas.

Ao longo das fases, a operação cumpriu mandados de prisão, busca e apreensão e medidas cautelares determinadas pela Justiça. O objetivo é identificar como informações sigilosas teriam vazado, quem se beneficiou dessas ações e qual o grau de influência de grupos criminosos dentro de setores políticos e administrativos do Rio.

Apesar das suspeitas, os casos ainda estão em fase de investigação. Até o momento, não há condenação definitiva contra os citados, e todos devem ser tratados como investigados ou suspeitos, conforme a situação processual de cada um.