31 de julho de 2025
POLÍTICA

Operação da PF contra aliado de Flávio Bolsonaro provoca novo desgaste na pré-campanha

Ação que teve como alvo o prefeito de Belford Roxo amplia pressão sobre grupo político do senador em meio às articulações para 202

Por Redação
Publicado em
Márcio Canella, ex-prefeito de Belford Roxo e pré-candidato ao Senado Federal.webp - Foto:

A operação deflagrada pela Polícia Federal contra o prefeito de Belford Roxo (RJ), Márcio Canella (União Brasil), abriu uma nova frente de desgaste para o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), de quem o gestor é aliado político. A ação ocorre em um momento de intensificação das articulações para as eleições de 2026.

Canella foi um dos alvos da sexta fase da Operação Unha e Carne, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e movimentação financeira bilionária ligado ao crime organizado. A investigação aponta que o grupo teria movimentado mais de R$ 7 bilhões por meio de empresas de fachada e operadores financeiros.

Nos bastidores, aliados de Flávio avaliam que a operação pode provocar impactos políticos, especialmente porque o prefeito é considerado uma das principais lideranças do grupo bolsonarista na Baixada Fluminense, região estratégica para a disputa eleitoral no Rio de Janeiro.

Segundo a CNN Brasil, a preocupação não está relacionada apenas aos desdobramentos jurídicos da investigação, mas também ao desgaste na imagem do grupo político em um momento de construção de alianças para a sucessão estadual e para a eleição presidencial.

Apesar da proximidade política entre os dois, a operação não tem como alvo o senador Flávio Bolsonaro. Até o momento, ele não é investigado no inquérito que apura o suposto esquema de lavagem de dinheiro.

A ofensiva da Polícia Federal acontece em um cenário delicado para o senador, que também acompanha os desdobramentos da investigação envolvendo o caso Dark Horse e busca consolidar seu nome como pré-candidato do PL à Presidência da República.

Enquanto isso, aliados trabalham para evitar que os episódios recentes contaminem a estratégia eleitoral do grupo no Rio de Janeiro, considerado um dos principais redutos do bolsonarismo. A avaliação é de que a condução das investigações e seus próximos desdobramentos poderão influenciar o ambiente político nos meses que antecedem o início oficial da campanha.