Imprensa britânica questiona: “Seleção brasileira virou uma marca em vez de um time?”
Após eliminação para a Noruega, jornais europeus e de outros países criticam desempenho do Brasil e apontam perda de identidade do futebol brasileiro
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A derrota da Seleção Brasileira para a Noruega por 2 a 1, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026, gerou ampla repercussão na imprensa internacional e uma série de análises críticas sobre o momento do futebol brasileiro.
O jornal britânico The Guardian publicou um artigo com o questionamento: “Será que o Brasil se tornou mais uma marca do que um time?”. No texto, o jornalista Leander Schaerlaeckens avalia que a equipe europeia mereceu a classificação e que a eliminação brasileira não pode ser considerada surpresa.
Segundo a análise, o Brasil mantém forte apelo global e tradição no futebol, mas não tem conseguido corresponder ao próprio histórico recente em grandes competições. O artigo lembra que, desde o título da Copa América de 2019, a seleção acumulou eliminações precoces e campanhas abaixo das expectativas em Copas do Mundo.
O texto também critica o desempenho da equipe na competição, descrevendo o time como “mediano” e com postura “reativa”. Entre os pontos destacados estão a falta de um centroavante em plena forma e um meio-campo com pouca criatividade e desgaste físico.
Outros veículos internacionais também repercutiram a eliminação. O espanhol El País chamou a atuação da Noruega de eficiente e destacou o impacto do atacante Erling Haaland na partida. Já o francês Le Monde classificou o Brasil como uma seleção em declínio diante de uma adversária mais pragmática.
A revista alemã Der Spiegel afirmou que a queda precoce pode marcar o fim de uma era e apontou a necessidade de renovação no elenco brasileiro. O tabloide britânico The Sun destacou ainda um gesto de Vinicius Jr., que parabenizou Haaland após o jogo, chamando a atitude de elegante mesmo após a eliminação.
Já outros jornais, como o argentino Olé, questionaram o desaparecimento do estilo histórico do futebol brasileiro, conhecido por posse de bola e criatividade ofensiva. A publicação sugere que a equipe atual se distancia dessa identidade.
O debate internacional também incluiu comparações com outras seleções tradicionais em crise, como Alemanha e Itália, que enfrentam ciclos recentes de resultados abaixo do esperado em Copas do Mundo.
O resultado marca uma das campanhas mais precoces do Brasil em décadas no torneio, ampliando a pressão por mudanças no comando técnico e no elenco para os próximos ciclos.