Quem é Raphael Claus, árbitro brasileiro criticado por Trump após expulsão de Balogun
Árbitro paulista teve decisão revista pela Fifa, que suspendeu a punição ao atacante dos Estados Unidos antes das oitavas de final
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O árbitro brasileiro Raphael Claus passou a ser alvo de críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após expulsar o atacante Folarin Balogun durante a vitória norte-americana sobre a Bósnia e Herzegovina pela Copa do Mundo de 2026. Dias depois, a Fifa suspendeu a punição aplicada ao jogador, aumentando a repercussão do caso.
Natural de Santa Bárbara d'Oeste, no interior de São Paulo, Raphael Claus, de 45 anos, faz parte do quadro de árbitros da Fifa desde 2015 e é considerado um dos principais nomes da arbitragem brasileira. No país, atua regularmente em partidas do Campeonato Brasileiro, da Copa do Brasil e em outros confrontos decisivos organizados pela CBF.
No cenário internacional, Claus participou da Copa do Mundo do Catar, em 2022, e voltou a integrar o grupo de árbitros escalados para o Mundial de 2026. Além das Copas, também acumula experiência em competições sul-americanas, como Libertadores, Copa Sul-Americana e Recopa.
Antes de alcançar o quadro da Fifa, o árbitro construiu a carreira nas competições da Federação Paulista de Futebol, ganhando destaque pelo desempenho em jogos do Campeonato Brasileiro, o que o levou a comandar clássicos, finais e outras partidas de grande importância no calendário nacional.
O lance polêmico
A expulsão de Balogun ocorreu aos 19 minutos do segundo tempo da partida entre Estados Unidos e Bósnia. Inicialmente, Raphael Claus mandou o jogo seguir, mas foi chamado pelo árbitro de vídeo para revisar o lance.
Após analisar as imagens no monitor, o brasileiro aplicou cartão vermelho direto ao atacante norte-americano por uma entrada em que teria pisado com força no calcanhar do zagueiro Muharemovic durante uma disputa de bola.
Fifa suspende punição
Neste domingo (5), o Comitê Disciplinar da Fifa decidiu suspender a execução da punição automática de Balogun, permitindo que o atacante ficasse à disposição da seleção dos Estados Unidos para a partida das oitavas de final contra a Bélgica.
Em comunicado, a entidade informou que a suspensão ficará em período probatório de um ano, conforme previsto no Código Disciplinar da Fifa. A decisão motivou novas críticas de Trump, que passou a questionar a atuação de Raphael Claus após o episódio.