31 de julho de 2025
Geopolítica no futebol

Trump critica o brasileiro Raphael Claus e chama expulsão de 'muito suspeita'

Em discurso na Casa Branca, presidente americano defende Balogun, critica suspensão automática da Fifa e ironiza a imprensa

Por Redação
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Trump volta a defender Balogun, critica árbitro Raphael Claus e diz que expulsão foi 'muito suspeita' - Foto: Reprodução

A polêmica expulsão do atacante americano Folarin Balogun na Copa do Mundo virou assunto de Estado no Salão Oval da Casa Branca nesta segunda-feira (6). O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a defender publicamente o jogador e disparou duras críticas contra a arbitragem do brasileiro Raphael Claus, responsável pela partida em que os EUA venceram a Bósnia por 2 a 0.

O caso ganhou contornos diplomáticos após Trump telefonar diretamente para o presidente da Fifa, Gianni Infantino. Horas depois do contato, a entidade máxima do futebol usou uma brecha em seu Código Disciplinar para suspender o cartão vermelho de Balogun, liberando o atleta para enfrentar a Bélgica nas oitavas de final.

Durante o evento oficial, o senador republicano Ted Cruz puxou o assunto e agradeceu a interferência do presidente:

“Em nome de todos os americanos, obrigado por ter se livrado daquele ridículo cartão vermelho. Foi espetacular. Havia um motivo para o Troféu da Paz da Fifa ter ficado aqui por tanto tempo”, afirmou Cruz.

Trump respondeu em tom descontraído e aproveitou para ironizar os jornalistas presentes, afirmando que a imprensa não entende nada de futebol e deveria focar na economia. Logo depois, partiu para o ataque contra o árbitro brasileiro:

“Eu vi o lance. Sou uma pessoa que adora esportes, fui um bom atleta e entendo muito de esporte. Aquilo não foi falta. Nem sequer foi uma infração. Eram dois jogadores correndo em alta velocidade que simplesmente se chocaram. E aquele árbitro... é um pouco suspeito. Não gosto de criar polêmica, mas foi muito suspeito. Ele tomou uma decisão em que ninguém conseguiu acreditar. Até as pessoas do outro lado diziam: 'Tivemos sorte'.”

O presidente norte-americano também criticou duramente a regra de suspensão automática do torneio. Para ele, punir um atleta para o confronto seguinte é uma medida injusta, principalmente por se tratar de um dos principais nomes da seleção dos Estados Unidos.

“Ele é o nosso melhor jogador, ou um dos nossos melhores. Quando deram o cartão vermelho, eu nem sabia exatamente o que aquilo significava. Depois me explicaram que ele ficaria fora do próximo jogo. Pensei: 'Isso é muito grave'. Uma coisa é puni-lo durante aquele jogo. Outra é castigá-lo por uma partida que ainda nem aconteceu. Isso é muito injusto. Não se pode fazer isso”, concluiu o mandatário.