31 de julho de 2025
polícia

Justiça condena mulher por envenenar crianças com ovo de Páscoa

Júri em Imperatriz reconheceu homicídios qualificados e tentativa de homicídio; crime deixou duas vítimas mortas e uma sobrevivente

Por Redação
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Os crimes ocorreram em abril de 2025. - Foto: Divulgação/Polícia Civil e Reprodução/Redes sociais

Uma mulher foi condenada a 66 anos, oito meses e sete dias de prisão em regime fechado após ser considerada culpada pela morte de duas crianças envenenadas com um ovo de Páscoa em Imperatriz, no Maranhão. A decisão foi proferida por júri popular realizado na segunda-feira (22).

A ré, identificada como Jordélia Pereira Barbosa, de 36 anos, foi condenada pelos crimes de duplo homicídio qualificado e tentativa de homicídio qualificado contra a mãe das vítimas. A Justiça também determinou o início imediato do cumprimento da pena em regime fechado.

De acordo com a acusação do Ministério Público, o crime ocorreu em abril de 2025 e teria sido motivado por ciúmes do ex-marido da ré, que mantinha relacionamento com a mãe das vítimas.

Segundo o processo, o ovo de Páscoa envenenado foi enviado à residência da família com a mensagem “Com amor, para Miriam Lira. Feliz Páscoa”. Após o consumo do alimento, duas crianças — de 7 e 13 anos — morreram. A mãe também ingeriu o produto e sobreviveu após ser internada em estado grave.

Durante o julgamento, os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, uso de veneno e recurso que dificultou a defesa das vítimas. No caso das crianças, também foi considerado o fato de serem menores de 14 anos.

A Justiça entendeu que a acusada assumiu o risco de causar a morte ao enviar o alimento contaminado e destacou o planejamento do crime, que incluiu deslocamento entre cidades, uso de disfarces, hospedagem com identidade falsa e monitoramento da rotina da família.

Além da pena de prisão, a condenada foi sentenciada ao pagamento de indenização por danos morais às vítimas sobreviventes e familiares, que somam valores superiores a R$ 800 mil.

A ré permanece presa e não poderá recorrer em liberdade.