31 de julho de 2025
ASTRONOMIA

Asteroide gigante passará próximo da terra neste sábado

Corpo celeste de até 1,6 quilômetro de diâmetro não apresenta risco de colisão e poderá ser observado com telescópios e binóculos potentes

Por Redação
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Ilustração da Nasa representa um asteroide no espaço - Foto: Nasa/Divulgação

Um grande asteroide passará relativamente próximo da Terra neste sábado (27), sem oferecer qualquer risco de impacto, segundo informações divulgadas pela Agência Espacial Europeia (ESA).

Identificado como (152637) 1997 NC1, o objeto foi descoberto em 1997 e possui tamanho estimado entre 750 metros e 1,65 quilômetro de diâmetro. A estimativa foi calculada com base na quantidade de luz solar refletida por sua superfície, embora outras análises indiquem que ele possa ser menor.

De acordo com a ESA, o asteroide atingirá seu ponto de maior aproximação da Terra às 8h14 (horário de Brasília), deslocando-se a uma velocidade de aproximadamente 8,9 quilômetros por segundo.

Mesmo sendo considerado um objeto de grandes proporções, ele permanecerá a cerca de 2,56 milhões de quilômetros do planeta — distância equivalente a 6,66 vezes o espaço entre a Terra e a Lua.

Segundo Juan Luis Cano, integrante do Escritório de Defesa Planetária da ESA, aproximações de corpos celestes desse porte acontecem apenas a cada poucos anos.

“A aproximação de um objeto deste tamanho à Terra ocorre apenas a cada poucos anos, embora desta vez a Lua, brilhante e próxima, possa dificultar a observação”, explicou o especialista.

OBSERVAÇÃO SERÁ POSSÍVEL EM DIFERENTES REGIÕES

O asteroide poderá ser observado em partes do Hemisfério Norte durante sua aproximação. No momento de maior proximidade, estará visível em praticamente todo o planeta, enquanto sua fase de afastamento poderá ser acompanhada principalmente por observadores do Hemisfério Sul.

Nas regiões onde for noite, a ESA informa que o objeto poderá ser visto com pequenos telescópios e até mesmo com binóculos de maior potência.

Apesar da passagem relativamente próxima em termos astronômicos, a agência reforça que a probabilidade de colisão com a Terra é considerada nula.