31 de julho de 2025
PERNAMBUCO

MPPE investiga denúncias de abuso sexual contra ex-alunas de escola estadual em Garanhuns

Professor apontado nas denúncias atuava na unidade à época dos fatos e atualmente ocuparia cargo de direção, segundo procedimento do Ministério Público.

Por Paula Tabosa
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Ministério Público de Pernambuco apura denúncias de abuso sexual envolvendo ex-alunas de escola estadual em Garanhuns. - Foto: Reprodução

O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) está apurando denúncias de abuso sexual e assédio envolvendo ex-alunas da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Henrique Dias, em Garanhuns, no Agreste do Estado. O principal investigado atuava como professor da unidade na época dos fatos e, atualmente, ocuparia o cargo de diretor da escola.

A investigação teve início após uma denúncia encaminhada à Ouvidoria do MPPE em abril deste ano. Segundo informações que constam no procedimento, os supostos casos teriam ocorrido no final de 2021. Uma das ex-estudantes relatou ter sido vítima de assédios e abusos praticados pelo investigado durante o período em que estudava na instituição.

De acordo com a denúncia, a jovem teria sido manipulada e coagida pelo suspeito, que teria se aproveitado de uma situação de vulnerabilidade para cometer os abusos. O Ministério Público também apura a possibilidade de outras alunas terem sido vítimas do mesmo homem.

O relato aponta ainda que a direção da escola teria tomado conhecimento das denúncias na época, mas que a medida adotada teria sido apenas a transferência do investigado de função.

Diante das informações recebidas, o MPPE determinou o aprofundamento das investigações e pretende ouvir a principal denunciante para obter mais detalhes e reunir elementos que possam contribuir para a apuração dos fatos.

A Secretaria de Educação de Pernambuco informou que ainda não foi oficialmente notificada sobre o caso, mas afirmou que adotará as providências cabíveis assim que tiver acesso às informações. A pasta ressaltou que repudia qualquer forma de violência e se colocou à disposição para colaborar com as investigações.

Até a última atualização, a defesa do investigado não havia sido localizada para comentar o caso. A Polícia Civil também não se manifestou. O espaço permanece aberto para posicionamentos.