Marina Candia valoriza tradição do rendendê e destaca riqueza cultural de Entremontes
Peça produzida pelo artesão representa a história, a identidade e a riqueza cultural de uma das mais tradicionais expressões do artesanato alagoano
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Marina Candia tem valorizado histórias que ajudam a preservar a cultura e a identidade de Alagoas. Uma delas é a de Miguel, bordadeiro de Entremontes que transformou o ensinamento recebido da avó em profissão e legado.
Miguel aprendeu a bordar aos sete anos de idade com Maria Gogó, uma das precursoras do rendendê na comunidade. Anos depois, decidiu dedicar sua vida ao artesanato, produzindo peças em rendendê e ponto cruz que carregam a memória, a tradição e a resistência cultural do povo de Entremontes.
Para o artesão, produzir uma peça especial para Marina representa uma oportunidade de dar visibilidade ao trabalho desenvolvido pelos artesãos da região. Segundo ele, a criação simboliza não apenas uma roupa, mas a história de uma comunidade que mantém viva uma das mais importantes manifestações culturais de Alagoas.
“Marina vai vestir Entremontes, nossas memórias, nossas histórias e a resistência desse povo que reafirma todos os dias que é possível fazer moda a partir da nossa cultura”, destacou Miguel.
Ao vestir a peça produzida pelo artesão, Marina ressaltou a importância de reconhecer e valorizar aqueles que dedicam suas vidas à preservação dos saberes populares. “Cada ponto bordado por suas mãos carrega história, tradição e o amor de quem mantém viva uma das artes mais bonitas de Alagoas”, afirmou.
A iniciativa integra uma série de ações realizadas durante o período junino para dar visibilidade aos talentos alagoanos, fortalecendo o artesanato local e celebrando a riqueza cultural presente em diferentes regiões do estado.