Após ordem do TSE, Sóstenes aciona embaixada dos EUA para esclarecer fala sobre PT
Deputado do PL teve vídeo removido por determinação de André Mendonça e afirma que apenas o governo americano pode esclarecer suspeitas citadas na publicação
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O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, informou nesta terça-feira (23) que acionou a embaixada dos Estados Unidos no Brasil após ter sido obrigado a retirar das redes sociais um vídeo em que mencionava supostas suspeitas envolvendo o PT e organizações criminosas.
A remoção da publicação foi determinada pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo a uma representação da Federação Brasil da Esperança.
Segundo o parlamentar, ele cumpriu a decisão judicial dentro do prazo de 24 horas, mas discorda do entendimento adotado pelo magistrado.
Em declaração à imprensa, Sóstenes afirmou que, no vídeo, não fez acusações diretas ao Partido dos Trabalhadores, mas mencionou o que classificou como "suspeitas" atribuídas ao governo norte-americano sobre uma possível relação entre recursos de facções criminosas e campanhas da legenda.
Após a determinação do TSE, o deputado encaminhou um ofício à embaixada dos Estados Unidos e disse ter solicitado a realização de uma audiência pública com representantes do governo americano para discutir o assunto.
Decisão do TSE
Ao analisar o caso, André Mendonça entendeu que a publicação não apresentava provas ou elementos concretos capazes de sustentar as alegações feitas contra o partido.
Por esse motivo, determinou a retirada do conteúdo das redes sociais.
A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, que alegou divulgação de informações sem comprovação envolvendo a legenda.
Outras publicações também foram alvo de decisões
Em decisões assinadas na mesma data, Mendonça também determinou a remoção de publicações que associavam o senador Flávio Bolsonaro a organizações criminosas e milícias.
As medidas atingiram postagens feitas pelos deputados Lindbergh Farias, Rogério Correia e André Janones.
As decisões fazem parte da atuação da Justiça Eleitoral no combate à divulgação de conteúdos considerados sem comprovação durante o período pré-eleitoral.