31 de julho de 2025
ELEIÇÕES 2026

Após ordem do TSE, Sóstenes aciona embaixada dos EUA para esclarecer fala sobre PT

Deputado do PL teve vídeo removido por determinação de André Mendonça e afirma que apenas o governo americano pode esclarecer suspeitas citadas na publicação

Por Redação
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Após ordem do TSE, Sóstenes aciona embaixada dos EUA para esclarecer fala sobre PT - Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante, informou nesta terça-feira (23) que acionou a embaixada dos Estados Unidos no Brasil após ter sido obrigado a retirar das redes sociais um vídeo em que mencionava supostas suspeitas envolvendo o PT e organizações criminosas.

A remoção da publicação foi determinada pelo ministro André Mendonça, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), atendendo a uma representação da Federação Brasil da Esperança.

Segundo o parlamentar, ele cumpriu a decisão judicial dentro do prazo de 24 horas, mas discorda do entendimento adotado pelo magistrado.

Em declaração à imprensa, Sóstenes afirmou que, no vídeo, não fez acusações diretas ao Partido dos Trabalhadores, mas mencionou o que classificou como "suspeitas" atribuídas ao governo norte-americano sobre uma possível relação entre recursos de facções criminosas e campanhas da legenda.

Após a determinação do TSE, o deputado encaminhou um ofício à embaixada dos Estados Unidos e disse ter solicitado a realização de uma audiência pública com representantes do governo americano para discutir o assunto.

Decisão do TSE

Ao analisar o caso, André Mendonça entendeu que a publicação não apresentava provas ou elementos concretos capazes de sustentar as alegações feitas contra o partido.

Por esse motivo, determinou a retirada do conteúdo das redes sociais.

A ação foi apresentada pela Federação Brasil da Esperança, que alegou divulgação de informações sem comprovação envolvendo a legenda.

Outras publicações também foram alvo de decisões

Em decisões assinadas na mesma data, Mendonça também determinou a remoção de publicações que associavam o senador Flávio Bolsonaro a organizações criminosas e milícias.

As medidas atingiram postagens feitas pelos deputados Lindbergh Farias, Rogério Correia e André Janones.

As decisões fazem parte da atuação da Justiça Eleitoral no combate à divulgação de conteúdos considerados sem comprovação durante o período pré-eleitoral.