31 de julho de 2025
DESCASO

Sufoco diário: rotatória do BPRv trava o trânsito em Arapiraca enquanto DER não dá solução

Motoristas perdem até 40 minutos em apenas 50 metros na principal entrada da cidade, e a estrutura que liga as rodovias AL-220 e AL-110 continua sem nenhuma intervenção anunciada

Por Redação
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Trânsito na rotatória do BPRv vira desafio diário para motoristas em Arapiraca - Foto: 7 Segundos

Quem mora em Arapiraca já aprendeu a calcular um tempo extra antes de sair de casa. O motivo tem nome e lugar: a rotatória do Batalhão de Polícia Rodoviária (BPRv), ponto que interliga as rodovias AL-220 e AL-110 e que se transformou num verdadeiro gargalo diário para quem entra ou sai da cidade.

O problema não é novidade, mas continua sem solução. Pela manhã e no fim da tarde, horários de maior movimento, o trecho, uma das principais portas de entrada da Capital do Agreste para quem vem de Maceió, vira um teste de paciência para qualquer motorista.

Tem dia que a demora passa de 40 minutos só para avançar um trecho de 50 metros. É pouco espaço, mas é tempo suficiente para atrasar trabalhadores, estudantes e qualquer pessoa que dependa das rodovias estaduais para se locomover.

"Eu faço o trajeto entre Arapiraca e Maceió quase que diariamente e passo por esse sufoco o tempo todo. Chegar em casa é um tormento porque a viagem que deveria ser de, no máximo, duas horas, acaba sendo de quase três, a depender do fluxo de veículos por aqui", contou um motorista que preferiu não se identificar.

Um vídeo gravado por um internauta mostra bem o tamanho do problema: uma fila extensa de carros no sentido contrário, formada por quem tentava simplesmente entrar na cidade.

E é justamente aí que está o ponto que mais incomoda quem enfrenta esse trajeto todos os dias: a rotatória é via estadual, administrada pelo Departamento de Estradas de Rodagem de Alagoas (DER-AL), órgão responsável por planejar, sinalizar e estruturar o tráfego nessas rodovias. Até o momento, porém, não há nenhuma intervenção anunciada, nenhum projeto de melhoria ou sequer um posicionamento público do departamento sobre os congestionamentos que já se tornaram rotina naquele ponto.

Enquanto o problema permanece sem resposta institucional, quem segue pagando o preço é o motorista comum, todo santo dia, no mesmo trecho de poucos metros que parece nunca ter fim.

Com informações do 7 Segundos.