31 de julho de 2025
Apoio com ressalvas

59% dos brasileiros defendem classificar PCC e CV como terroristas, diz Datafolha

Embora respaldem medida adotada pelos Estados Unidos, 74% dos entrevistados rejeitam qualquer tipo de ingerência ou intervenção norte-americana em solo nacional.

Por Redação
Publicado em
59% apoiam classificar PCC e CV como terroristas - Foto: Reprodução

Uma pesquisa inédita do Instituto Datafolha divulgada nesta terça-feira (23) revela que 59% dos brasileiros apoiam a classificação das facções Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. O enquadramento foi adotado oficialmente pelo governo dos Estados Unidos no fim de maio, sob a justificativa de que a atuação transnacional dos grupos afeta diretamente a segurança interna americana.

A medida de Washington ocorreu à revelia do Palácio do Planalto, já que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva demonstrou contrariedade à época. O levantamento capturou a percepção popular diante do impasse diplomático e de segurança pública.

O Datafolha questionou os entrevistados se concordavam com o rótulo de terroristas para as facções. Os resultados detalhados apontam:

  • Concorda totalmente: 45%
  • Concorda em parte: 14%
  • Discorda totalmente: 22%
  • Discorda em parte: 11%
  • Não sabe / Não concorda nem discorda: 8%

Soberania nacional em primeiro lugar

Se por um lado a população valida o diagnóstico de que as facções operam com métodos terroristas — como ataques a civis e servidores —, por outro, há um forte limite imposto em relação à soberania do país.

O levantamento identificou que 74% dos eleitores consultados (três em cada quatro entrevistados) posicionam-se terminantemente contra qualquer tipo de ingerência ou atuação direta das forças de segurança dos Estados Unidos em território brasileiro para combater esses grupos sem o aval explícito do governo nacional.

A pesquisa Datafolha ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 18 de junho em todo o país. A margem de erro máxima é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-09956/2026.