31 de julho de 2025
AMEAÇA

Sobrinho do presidente da CLDF é preso após confusão e carteirada em bar de Brasília

Homem de 32 anos teria ameaçado policiais militares e usado o parentesco com o deputado distrital Wellington Luiz para tentar intimidar a equipe durante uma ocorrência na Asa Sul

Por Redação
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Sobrinho de Welligton Luiz - Foto: Reprodução/Metrópoles

Um homem de 32 anos foi preso na noite de sábado (20) após se envolver em uma confusão em um bar na Asa Sul, em Brasília. Segundo a Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), Davi de Souza Silva teria desacatado policiais e tentado intimidar a equipe ao afirmar ser sobrinho do presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), Wellington Luiz (MDB).

De acordo com a corporação, Davi estava em aparente estado de embriaguez quando iniciou um desentendimento com o gerente do estabelecimento, de 23 anos. A situação evoluiu para ameaças e exigiu a intervenção policial.

Mesmo após a chegada dos militares, o homem teria mantido comportamento agressivo e hostil. Segundo a PMDF, ele desacatou os policiais durante a abordagem e chegou a afirmar que a promoção de um dos agentes “não iria sair”, numa tentativa de intimidação.

Diante da escalada da confusão e do risco de novas agressões, os policiais realizaram a contenção e efetuaram a prisão do suspeito.

Ao comentar o caso, Wellington Luiz confirmou o parentesco com Davi, mas repudiou a conduta do sobrinho. O presidente da CLDF afirmou que considera a atitude inaceitável e destacou que os policiais agiram corretamente.

“É inaceitável, inadmissível. Quero, inclusive, parabenizar os policiais militares pela condução dessa abordagem e pela forma como cumpriram a lei”, declarou.

O parlamentar também informou que entrou em contato com integrantes da área de segurança pública do Distrito Federal para manifestar apoio aos agentes envolvidos na ocorrência.

Após o episódio, Davi divulgou um áudio nas redes sociais em que pediu desculpas pelas declarações feitas durante a abordagem. Na gravação, ele classificou sua atitude como uma “fala infeliz” e afirmou que não pretendia obter qualquer vantagem por conta da relação familiar com o deputado.

“Em nenhum momento eu quis me favorecer por ter proximidade com quem quer que seja. Quero pedir desculpas publicamente à corporação da Polícia Militar”, disse.

Segundo o relato do próprio Davi, o desentendimento teria ocorrido com um sargento da corporação, em razão da forma como foi abordado. Ele também pediu desculpas aos demais policiais envolvidos na ocorrência.

A PMDF informou ainda que o histórico do detido aponta outros episódios envolvendo resistência, desacato e tumulto em locais públicos. O caso foi encaminhado à Polícia Civil do Distrito Federal, que dará continuidade às investigações.