31 de julho de 2025
POLÍCIA

Edir Macedo na mira da PF: Banco Central apontou irregularidades no Digimais; entenda o caso

Bispo da Igreja Universal e controlador da instituição tem sigilos bancário e fiscal afastados; bloqueio de bens chega a R$ 670 milhões

Por Redação
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Bispo Edir Macedo, controlador do Banco Digimais, é alvo da Operação Miragem da PF por suspeita de fraudes financeiras. - Foto: Divulgação

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (23), a Operação Miragem contra irregularidades na gestão do Banco Digimais, instituição controlada pelo bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus. A ação cumpre nove mandados de busca e apreensão e determinou o bloqueio de bens de até R$ 670,3 milhões.

A investigação teve como base relatórios do Banco Central que identificaram indícios de graves irregularidades na condução do banco. A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos investigados e o sequestro de valores para impedir eventual ocultação de patrimônio.

Edir Macedo Bezerra, de 81 anos, é fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), criada em 1977 em um antigo galpão no Rio de Janeiro. A igreja está presente em mais de cem países e é conhecida pela Teologia da Prosperidade.

Macedo também construiu um império midiático com a aquisição da Rede Record, que se tornou a segunda maior emissora de televisão aberta do Brasil.

O bispo já enfrentou denúncias de charlatanismo, estelionato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas, e chegou a ser preso por 11 dias em 1992.

Os investigados poderão responder por gestão fraudulenta, inserção de dados falsos em demonstrativos contábeis e operações de crédito vedadas, previstos na Lei nº 7.492/1986.

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