31 de julho de 2025
Fúria em São Gonçalo

Entregadores depredam condomínio no RJ após porteiro ameaçar motoboy com arma

Discussão motivada por barulho de escapamento terminou com portão principal destruído e intervenção da Polícia Militar na Região Metropolitana do Rio

Por Redação
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Após ameaça de porteiro armado a motoboy, entregadores depredam condomínio no RJ - Foto: Reprodução

Uma denúncia de ameaça com arma de fogo desencadeou uma onda de protestos e vandalismo na noite do último sábado (20), em Alcântara, bairro de São Gonçalo, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Revoltados com a conduta de um funcionário, um grupo de motoboys de aplicativo cercou e depredou parte da estrutura do Condomínio Almirante Cox.

O estopim da confusão foi um vídeo que circulou nas redes sociais na sexta-feira. Nas imagens, gravadas pelo próprio celular de um entregador, o porteiro do residencial aparece sacando uma arma de fogo durante uma ríspida discussão de trabalho.

O desentendimento começou após o funcionário do condomínio reclamar do barulho excessivo que a motocicleta do profissional estava fazendo na porta do prédio. Diante da escalada da agressividade e da grave ameaça sofrida, a categoria se mobilizou rapidamente pelas redes sociais para realizar um ato de repúdio no dia seguinte.

O protesto, no entanto, fugiu do controle. Acionados para conter uma obstrução de via pública na Rua Alfredo Backer, policiais militares do 7º BPM (São Gonçalo) depararam-se com um cenário de quebra-quebra generalizado.

O portão principal de ferro que dá acesso aos veículos dos moradores foi completamente arrancado e retorcido pelo grupo. O motor elétrico responsável pela abertura automática da estrutura também acabou totalmente destruído. Com a aproximação das viaturas e das luzes de emergência da PM, os motociclistas ligaram os motores e se dispersaram rapidamente pelas ruas vizinhas, evitando prisões em flagrante.

O caso agora está sob a responsabilidade da Polícia Civil do Rio de Janeiro. De acordo com nota emitida pela corporação, um inquérito foi aberto para investigar as duas frentes do episódio: a denúncia inicial de ameaça à mão armada praticada pelo porteiro e o crime de dano ao patrimônio e vandalismo cometido pelos entregadores durante o ato de fúria.