31 de julho de 2025
investigação

Instrutor preso por morte de jovem em rope jump chama ocorrência de “fatalidade”

Justiça mantém prisão de três instrutores após morte de jovem em prática de rope jump em ponte no interior de São Paulo

Por Redação
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Luis Felipe Feliciano Egoroff é um dos três instrutores presos por homicídio doloso - Foto: Reprodução

Luis Felipe Feliciano Egoroff, de 32 anos, um dos três instrutores presos após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, afirmou em depoimento que o caso ocorrido em Limeira, no interior de São Paulo, foi uma “fatalidade”. A jovem morreu durante um salto de rope jump na Ponte do Esqueleto, no sábado (13).

O depoimento de Egoroff à delegada Andrea Dantas Levy durou cerca de 7 minutos e 30 segundos. Questionado sobre a acusação de homicídio, ele declarou que o grupo atuava na prática há algum tempo e disse não compreender o que ocorreu no salto da vítima.

A Justiça de São Paulo manteve a prisão de Egoroff, Maicon Fernandes Cintra, de 42 anos, e Vitor de Freitas Gonçalves, de 27. Os três aparecem em imagens do momento em que a vítima é posicionada antes da queda da ponte, a cerca de 30 metros de altura.

Em audiência de custódia, o juiz Paulo Henrique Stahlberg Natal apontou que os instrutores atuavam em atividade de risco sem cumprimento de protocolos de segurança. Segundo a decisão, as imagens do caso mostram que a vítima foi lançada sem proteção adequada.

Durante o depoimento, Egoroff relatou que desceu de rapel após a queda para prestar auxílio. Ele afirmou que encontrou atendimento de uma enfermeira no local e que equipes de resgate chegaram em seguida.

A delegada também questionou o instrutor sobre procedimentos de verificação em saltos anteriores. Egoroff afirmou que houve inspeções em outras etapas do evento, mas disse que ainda não há explicação para o ocorrido no salto de Maria Eduarda.

Outro instrutor, Vitor de Freitas Gonçalves, também classificou o caso como “fatalidade”. Ele declarou que o grupo não esperava falha durante a atividade e disse que todos os envolvidos atuam no esporte.

O evento reuniu entre 80 e 90 participantes. Maria Eduarda foi a 17ª pessoa a saltar no dia. Cada participante pagava R$ 180 pela atividade, além de R$ 110 para registro em vídeo.