31 de julho de 2025
DESCASO

Caos na saúde de AL: UPA de Palmeira dos Índios entra em colapso com superlotação crônica nesta segunda-feira

Sem estrutura para aguentar a demanda, unidade opera acima da capacidade máxima e joga a responsabilidade para os postos de saúde; diretor admite que tempo de espera disparou

Por Redação
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UPA de Palmeira registra superlotação - Foto: Reprodução

A saúde pública em Palmeira dos Índios vive mais um dia de sufoco e indignação para os usuários do sistema público. Nesta segunda-feira (15), a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do município entrou em uma situação de colapso operacional, funcionando totalmente acima de sua capacidade de atendimento. O cenário de superlotação escancara a fragilidade na coordenação entre o estado e o município para garantir um atendimento digno à população.

Em vez de apresentar soluções estruturais ou reforço nas equipes de plantão, a direção da unidade, sob o comando de Diogo Tenório, resolveu fazer um apelo que soa como transferência de responsabilidade. A orientação repassada é para que os pacientes com casos considerados de "menor complexidade" evitem a UPA e tentem a sorte nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), conhecidas popularmente como postos de saúde.

Culpa no paciente e postos de saúde sobrecarregados

O argumento utilizado pela gestão é o de que muitos cidadãos estão procurando o serviço de urgência com sintomas simples, como dores de cabeça. No entanto, o que a prefeitura e a Secretaria Municipal de Saúde tentam camuflar é que os postos de saúde da atenção básica frequentemente sofrem com a falta de médicos, medicamentos e fichas, empurrando o morador desesperado diretamente para as portas da UPA.

“A procura excessiva por atendimentos que poderiam ser realizados na atenção básica acaba provocando superlotação e aumentando o tempo de espera”, justificou o diretor Diogo Tenório.

Na prática, o cidadão palmeirense fica encurralado em um jogo de empurra-empurra burocrático. Enquanto a prefeitura exige que a população use os postos de saúde como "primeira opção", a UPA castiga quem consegue chegar até lá com horas de espera em salas lotadas e ambiente desgastante. O reflexo desse desarranjo administrativo cai inteiramente nas costas dos trabalhadores da saúde, que operam no limite, e da comunidade, que paga seus impostos e continua sem saber a quem recorrer em momentos de dor.