31 de julho de 2025
COINCIDÊNCIA?

Criador do rope jump morreu aos 35 anos após falha durante salto radical

Morte de jovem em atividade no interior de São Paulo reacende debate sobre os riscos da modalidade criada por Dan Osman

Por Redação
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Dan Osman foi o pioneiro do rope jump moderno e morreu durante um salto - Foto:

A morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, durante a prática de rope jump em Limeira, no interior de São Paulo, reacendeu discussões sobre a segurança da modalidade e trouxe à tona uma coincidência trágica: o criador da prática, Dan Osman, também morreu após uma falha durante um salto.

Nascido em 1963, nos Estados Unidos, Dan Osman ganhou notoriedade como escalador e praticante de free solo, modalidade em que atletas escalam paredões sem equipamentos de proteção. Além da carreira no esporte de aventura, ele trabalhava como carpinteiro.

Durante as décadas de 1980 e 1990, Osman ficou conhecido por realizar escaladas extremamente rápidas e de alto risco em formações rochosas da Califórnia. Entre suas façanhas mais famosas estão as subidas das rotas Atlantis, no Parque Nacional de Yosemite, e Bear's Reach, em Lover's Leap.

Foi a partir da experiência acumulada na escalada que ele desenvolveu o rope jump moderno. Fascinado pela sensação das quedas controladas durante as tentativas de escalada, Osman passou a criar sistemas de ancoragem que permitiam saltos de grandes alturas utilizando cordas dinâmicas, capazes de absorver o impacto da queda.

A prática rapidamente ganhou adeptos ao redor do mundo e se tornou uma das modalidades mais conhecidas entre os esportes de aventura.

Ironia do destino, o próprio Dan Osman morreu em novembro de 1998, aos 35 anos, após uma falha em um dos sistemas de segurança utilizados durante um salto. O acidente ocorreu na Califórnia e marcou profundamente a comunidade internacional de esportes radicais.

O tema voltou ao centro das discussões após a morte de Maria Eduarda, que caiu de uma altura aproximada de 40 metros durante uma atividade de rope jump. As circunstâncias do caso seguem sendo investigadas pelas autoridades paulistas.

Especialistas destacam que, embora a modalidade possa ser realizada de forma segura quando seguem-se protocolos rigorosos, qualquer falha na checagem dos equipamentos ou nos procedimentos operacionais pode resultar em consequências graves.