31 de julho de 2025
Foragido

Ex-secretário condenado a 29 anos é capturado por reconhecimento facial no Metrô do DF

Mandado de prisão estava em aberto havia cerca de nove meses; ex-gestor foi condenado por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e concussão.

Por RAYANY FRANÇA
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José Geraldo - Foto: TV Globo/Reprodução

O ex-secretário-adjunto de Transportes do Distrito Federal José Geraldo Oliveira de Melo foi preso na última quarta-feira (10), após ser identificado por sistemas de reconhecimento facial em uma estação do Metrô de Brasília. A captura ocorreu logo depois que ele desembarcou de um vagão e foi localizado pelas equipes de segurança responsáveis pelo monitoramento de foragidos.

A identificação foi possível graças ao uso integrado de câmeras de vigilância e tecnologias capazes de cruzar imagens e dados de pessoas com mandados de prisão em aberto. Segundo as autoridades, a ordem judicial contra José Geraldo aguardava cumprimento havia cerca de nove meses.

Após a abordagem, o ex-gestor, que é paciente oncológico, foi encaminhado para os procedimentos legais e colocado à disposição da Justiça.

José Geraldo acumula condenações por corrupção, peculato, lavagem de dinheiro e concussão,  crime cometido quando um agente público exige vantagem indevida em razão do cargo. Somadas, as penas ultrapassam 29 anos de prisão.

Uma das condenações foi proferida pela Vara Criminal e Tribunal do Júri do Núcleo Bandeirante, que sentenciou o ex-secretário a mais de nove anos de prisão por envolvimento em irregularidades relacionadas à gestão do transporte público no Distrito Federal.

Segundo denúncia apresentada pelo Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), José Geraldo teria participado de um esquema de cobrança de propina dentro da Secretaria de Transportes. As investigações apontaram que recursos vinculados ao sistema de transporte coletivo teriam sido utilizados para o pagamento de vantagens indevidas em troca de favorecimento a cooperativas do setor.

A apuração também envolveu dirigentes de cooperativas e outros agentes ligados ao segmento de transporte, suspeitos de atuar em conjunto para obter benefícios em processos administrativos e licitações da pasta. O caso tornou-se um dos desdobramentos de investigações sobre corrupção e desvio de recursos públicos no Distrito Federal.