31 de julho de 2025
CIÊNCIA

DNA de mamutes e outros animais pré-históricos é encontrado em fezes de esquilos da Era do Gelo

O estudo é liderado por cientistas do Instituto Hakai e publicado na revista científica Nature Communications

Por Redação
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Pesquisadores também identificaram DNA de plantas, fungos e bactérias - Foto:

Pesquisadores que analisavam fezes fossilizadas de esquilos terrestres pré-históricos encontraram vestígios genéticos de diversos animais que viveram durante a Era do Gelo, incluindo mamutes, bisões, cavalos e grandes felinos. A descoberta foi feita em amostras preservadas no permafrost da região de Yukon, no Canadá.

O estudo, liderado por cientistas do Instituto Hakai e publicado na revista científica Nature Communications, chamou a atenção porque os esquilos não eram predadores. Os animais tinham dieta baseada principalmente em vegetais, fungos, insetos e carniça.

Uma das hipóteses levantadas pelos pesquisadores é que os roedores armazenavam diferentes materiais dentro de suas tocas, o que pode ter levado à preservação de fragmentos de DNA de outros animais. Outra possibilidade é que predadores tenham frequentado ou invadido esses abrigos, deixando material genético no local.

As fezes permaneceram preservadas graças ao permafrost, camada de solo permanentemente congelada. Algumas amostras analisadas têm idade estimada em até 700 mil anos, tornando o material um dos mais antigos já sequenciados por cientistas.

A pesquisa permitiu recuperar e analisar 18 genomas mitocondriais de espécies extintas e atuais. Entre os animais identificados estão o Mamute-lanoso, o Bisão-da-estepe, cavalos pré-históricos, lebres, além de vestígios genéticos de Lobo-cinzento e de um grande felino que pode ter sido um puma ou um guepardo.

Segundo os autores, a descoberta ajuda a reconstruir os ecossistemas que existiam na América do Norte há centenas de milhares de anos, oferecendo novas pistas sobre a evolução, dispersão e extinção da megafauna que habitava o continente.

Além dos animais, os pesquisadores também identificaram DNA de plantas, fungos e bactérias, o que pode abrir caminho para novas investigações sobre o ambiente e as condições climáticas da época.