31 de julho de 2025
ECONOMIA

INPC acumula alta de 4,42% em 12 meses e impacta reajuste de salários e benefícios

Índice divulgado pelo IBGE é referência para correção salarial de diversas categorias e influencia benefícios como seguro-desemprego e aposentadorias

Por Redação
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INPC acumulou alta de 4,42% em 12 meses e influencia reajustes salariais e benefícios em todo o país. - Foto: Marcello Casal Jr./ Agência Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), um dos principais indicadores utilizados para reajustar salários e benefícios no Brasil, registrou alta de 0,65% em maio. Com o resultado, o índice acumula inflação de 4,42% nos últimos 12 meses, segundo dados divulgados nesta sexta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador é considerado uma importante referência para trabalhadores, aposentados e beneficiários de programas sociais, pois costuma servir de base para negociações salariais e correções anuais de diversas categorias profissionais.

De acordo com o levantamento, a principal pressão sobre o índice em maio veio do grupo de alimentos, que registrou alta de 1,33% no período. Já os produtos não alimentícios apresentaram aumento mais moderado, de 0,43%.

INPC influencia reajustes salariais

O acumulado do INPC ao longo de 12 meses é amplamente utilizado em acordos coletivos e convenções trabalhistas para definir reajustes de salários em todo o país.

Além disso, o indicador também tem impacto direto sobre benefícios pagos pelo governo federal. O reajuste do salário mínimo considera o comportamento do INPC acumulado até novembro, enquanto o seguro-desemprego, o teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e os benefícios previdenciários acima do piso nacional costumam ser corrigidos com base no índice acumulado até dezembro.

Por isso, a evolução do indicador é acompanhada de perto por trabalhadores, sindicatos, aposentados e especialistas em economia.

Inflação oficial ficou em 4,72% em 12 meses

O IBGE também divulgou nesta sexta-feira o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país. Em maio, o índice registrou alta de 0,58%, acumulando 4,72% nos últimos 12 meses.

Embora os dois indicadores acompanhem a variação dos preços ao consumidor, eles possuem diferenças importantes. O INPC mede a inflação para famílias com renda entre um e cinco salários mínimos, enquanto o IPCA abrange famílias com renda de um até 40 salários mínimos.

Atualmente, o salário mínimo nacional está fixado em R$ 1.621.

Diferença está no perfil de consumo

Segundo o IBGE, o objetivo do INPC é medir o impacto da inflação sobre o poder de compra da população assalariada de menor renda. Por isso, alguns grupos de despesas possuem peso maior na composição do índice.

Os alimentos, por exemplo, representam cerca de 25% do cálculo do INPC, percentual superior ao utilizado no IPCA, onde o grupo responde por aproximadamente 21% da composição. Isso ocorre porque famílias de renda mais baixa destinam uma parcela maior do orçamento para alimentação.

Em contrapartida, despesas como passagens aéreas e outros serviços consumidos com maior frequência por famílias de renda mais elevada possuem menor influência sobre o resultado do INPC.

A pesquisa do IBGE é realizada em dez regiões metropolitanas do país, além de cidades como Brasília, Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís e Aracaju, permitindo acompanhar o comportamento dos preços em diferentes regiões brasileiras.