Atriz é internada após jejum de 60 horas; médico alerta para riscos da prática
Caso de Joana Cabral levanta discussão sobre riscos do jejum prolongado e acompanhamento médico
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A atriz Joana Cabral, de 37 anos, foi internada no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, após passar mal durante a realização de um jejum intermitente de 60 horas com objetivo de perda de peso.
Segundo informações relatadas, a atriz já havia realizado jejuns de 16 e 36 horas sem registro de intercorrências. No episódio mais recente, ela sofreu um mal-estar em casa e foi levada para atendimento médico.
Após avaliação, foi identificado quadro de hipoglicemia e hipotensão. A paciente apresentou redução da pressão arterial e alteração nos batimentos cardíacos, permanecendo internada sem previsão de alta.
O caso foi relacionado a discussões sobre o uso do jejum intermitente sem acompanhamento médico. Profissionais da área de nutrologia alertam para possíveis efeitos do método em determinadas condições clínicas.
Segundo o nutrólogo Gustavo Sá, a prática pode levar a episódios de hipoglicemia, com sintomas como tontura, fraqueza e desmaios. Ele também cita possibilidade de desidratação e desequilíbrio de eletrólitos.
O especialista afirma que o jejum não é indicado para gestantes, lactantes, crianças, adolescentes e pessoas com diabetes. Ele também aponta risco de perda de massa magra quando não há planejamento alimentar adequado.
De acordo com o profissional, sinais como fraqueza intensa, tontura frequente, visão escurecida e irritabilidade podem indicar prejuízo ao organismo durante o processo.
O nutrólogo também afirma que estratégias de emagrecimento devem considerar composição corporal, incluindo manutenção de massa muscular durante o processo.
Ele ainda afirma que o jejum intermitente não deve ser realizado sem indicação e planejamento, e que sua aplicação depende de avaliação individual de cada paciente.