Colombianos vão às urnas para escolher novo presidente neste domingo
Disputa tem candidato aliado de Gustavo Petro na liderança das pesquisas e deve ser definida em segundo turno
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A Colômbia realiza neste domingo (31) a eleição que definirá o presidente do país para o mandato de 2026 a 2030. Com cerca de 53 milhões de habitantes, a nação sul-americana escolherá entre 14 candidatos, embora as pesquisas apontem três nomes como principais concorrentes na disputa pelo comando do Palácio de Nariño.
O favorito para avançar ao segundo turno é Iván Cepeda, filósofo, defensor dos direitos humanos e aliado do atual presidente, Gustavo Petro. Também aparecem bem posicionados a senadora conservadora Paloma Valencia, ligada ao ex-presidente Álvaro Uribe, e o advogado e empresário Abelardo de La Espriella.
Caso nenhum candidato alcance a maioria necessária, um segundo turno está previsto para 21 de junho.
A eleição é considerada estratégica para o futuro político do país e poderá definir se a Colômbia dará continuidade ao projeto liderado por Petro, primeiro presidente de esquerda da história colombiana, ou se voltará a adotar uma linha mais alinhada à direita e aos Estados Unidos.
Entre os principais temas da campanha estão segurança pública, combate ao crime organizado e os conflitos armados que afetam o país há décadas. A política de "paz total" implementada pelo governo Petro também se tornou um dos principais pontos de debate entre os candidatos.
Iván Cepeda defende a continuidade de uma estratégia que combina ações de segurança e negociações com grupos armados. Já Paloma Valencia e Abelardo de La Espriella propõem uma postura mais rígida, baseada no fortalecimento das operações militares e no endurecimento do combate às organizações criminosas.
A Colômbia é considerada um dos países mais importantes da América do Sul por sua posição geográfica estratégica, com acesso ao Oceano Pacífico e ao Mar do Caribe, além de desempenhar papel relevante nas relações políticas e econômicas da região.
O resultado da eleição poderá influenciar não apenas os rumos internos do país, mas também suas alianças internacionais e sua participação nos debates regionais nos próximos anos.