31 de julho de 2025
POLÍCIA

Venda de atestados médicos falsos em Alagoas vira alvo de investigação

Grupo em aplicativo cobrava R$ 40 por documentos falsificados usando nome de médica e dados da unidade de saúde em Maceió

Por Redação
Publicado em
Polícia Civil vai investigar esquema de atestados falsos em Alagoas - Foto: Freepik/Ilustração

A Polícia Civil pós denúncia de um esquema de venda de atestados médicos falsos que estaria sendo realizado por meio de grupos em aplicativo de mensagens e envolvendo o nome da  Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Trapiche da Barra, em Maceió, o caso agora está nas mãos da Polícia Civil.

Segundo a unidade, os documentos fraudulentos eram comercializados mediante pagamento via Pix e utilizavam indevidamente o nome de uma médica prestadora de serviço, além do endereço da unidade e do número do CRM da profissional.

De acordo com a direção da UPA, os golpistas usavam informações reais da unidade para dar aparência de autenticidade aos documentos. A prática foi descoberta após a circulação de atestados suspeitos e o caso já foi encaminhado às autoridades competentes para investigação.

Em nota oficial, a direção da unidade afirmou ter identificado a existência de um grupo utilizado para a emissão e comercialização ilegal dos documentos falsificados.

“Foi identificado que os documentos fraudulentos estão sendo emitidos de forma indevida utilizando o nome de uma médica prestadora de serviço na unidade, bem como o endereço da UPA Trapiche da Barra e o número de CRM da profissional”, informou a unidade.

A direção da UPA classificou a prática como criminosa e destacou que os envolvidos podem responder por falsidade ideológica, falsificação de documento público e uso indevido de identidade profissional.

Após tomar conhecimento da fraude, a direção da unidade registrou boletim de ocorrência e encaminhou a documentação às autoridades.

O delegado Sidney Tenório informou que o material já foi recebido e será remetido ao distrito policial responsável pela apuração do caso.

Segundo ele, tanto quem vende quanto quem compra os documentos pode responder criminalmente.

O delegado alertou que o uso de documento falso pode resultar em pena de até três anos de prisão, além da possibilidade de demissão por justa causa no ambiente de trabalho.

Já os responsáveis pela falsificação podem responder por crimes como falsificação de atestado médico, falsa identidade, exercício ilegal da medicina e uso de documento falso.

Somadas, as penas podem ultrapassar cinco anos de prisão.

A direção da unidade também informou que possui um Procedimento Operacional Padrão (POP) para conferência da autenticidade de atestados médicos emitidos pela instituição.

Segundo a UPA Trapiche, empresas e instituições que tiverem dúvidas sobre documentos apresentados por funcionários podem solicitar verificação diretamente ao setor administrativo da unidade.

O procedimento inclui a formalização do pedido pela empresa, encaminhamento da solicitação ao setor administrativo e a conferência dos dados junto ao prontuário médico para confirmação da autenticidade do documento.

Em nota, a direção reforçou o compromisso com a legalidade e o combate às fraudes.

“A UPA Trapiche da Barra repudia veementemente qualquer prática ilícita dessa natureza e informa que as medidas cabíveis já estão sendo adotadas junto aos órgãos competentes para apuração dos fatos e responsabilização dos envolvidos”, destacou a diretora-geral da unidade, Luzalaneide Souza.

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