31 de julho de 2025
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Polícia Penal de Alagoas apreende celulares e drogas na 11ª fase da Operação Mute

O procedimento ocorreu simultaneamente em 15 estados brasileiros para interromper canais de comunicação de integrantes de organizações criminosas

Por Redação
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O procedimento ocorreu simultaneamente em 15 estados brasileiros para interromper canais de comunicação de integrantes de organizações criminosas - Foto: Letícia Aguiar e Janaina Marques

A Polícia Penal de Alagoas apreendeu aparelhos celulares, carregadores, chips, fones de ouvido, anotações, instrumentos perfurantes artesanais e porções de drogas durante revistas em três unidades prisionais do estado. A ação integrou a 11ª fase da Operação Mute, coordenada pela Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), órgão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). O procedimento ocorreu simultaneamente em 15 estados brasileiros para interromper canais de comunicação de integrantes de organizações criminosas detidos no sistema prisional, concentrando-se em Alagoas em dois presídios de Maceió e um na região do Agreste.

O planejamento operacional no estado mobilizou de forma integrada o Grupamento de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (GERIT) e o Grupamento Tático do Interior (GTI). Os materiais localizados no interior das celas foram catalogados e encaminhados aos setores de inteligência da Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social (Seris) para subsidiar investigações em andamento. Os detentos flagrados portando os objetos proibidos pela administração penitenciária foram identificados e passarão a responder a procedimentos administrativos disciplinares internos, conforme prevê a Lei de Execução Penal.

Iniciada em 2023, a Operação Mute contabiliza a retirada de mais de 7,9 mil aparelhos telefônicos de estabelecimentos penais em todo o território nacional. A continuidade das fases busca consolidar o controle estatal sobre a rotina dos presídios e desarticula ações delitivas planejadas a partir do ambiente interno das unidades. Os dados estatísticos da Senappen vinculam o bloqueio físico de comunicações eletrônicas em presídios à redução de índices de criminalidade urbana e ao enfraquecimento da estrutura financeira de facções.

O secretário executivo de Gestão Penitenciária da Seris, o policial penal Carlos Voss, explicou a finalidade das vistorias e o impacto da operação nacional com o seguinte posicionamento oficial:

“Essa semana, estamos realizando a 11ª fase da Operação Mute, de nível nacional, que tem a participação da Polícia Penal de Alagoas e a Penal Federal. É uma ação com foco em desarticular qualquer forma de comunicação dos detentos com o mundo exterior, trazendo reduções nos índices de CVLI (Crimes Violentos Letais Intencionais) e mais paz para toda a sociedade alagoana.”

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