31 de julho de 2025
Região Metropolitana de Salvador

Homem morre em troca de tiros com a polícia após atentado em cemitério na Bahia

Na ação, os policiais militares apreenderam uma metralhadora de calibre 9 milímetros, munições e porções de substâncias entorpecentes

Por Redação
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Na ação, os policiais militares apreenderam uma metralhadora de calibre 9 milímetros, munições e porções de substâncias entorpecentes - Foto: Reprodução

Um homem apontado como integrante do grupo que realizou um ataque armado durante um sepultamento em Dias D’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, morreu após uma troca de tiros com a Polícia Militar na noite de quinta-feira (21). O confronto ocorreu durante patrulhamento de rotina de equipes da Rondesp RMS, que localizaram indivíduos armados na região. O suspeito foi atingido, levado à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Lucas Evangelista, mas não resistiu aos ferimentos.

Na ação, os policiais militares apreenderam uma metralhadora de calibre 9 milímetros, munições e porções de substâncias entorpecentes que estavam sob posse do indivíduo. O confronto aconteceu horas após a invasão do Cemitério Municipal de Dias D’Ávila, onde homens armados efetuaram disparos contra o caixão do adolescente Uanderson Nascimento Lima, de 17 anos, gerando a dispersão de familiares e testemunhas que acompanhavam o ato fúnebre.

O adolescente sepultado havia morrido dois dias antes em uma intervenção da Polícia Militar no bairro Concórdia. De acordo com os registros da corporação, o jovem foi localizado portando um revólver, drogas e aparelhos celulares durante uma ronda de patrulhamento técnico. Após os disparos de quinta-feira e a realização do trabalho da perícia técnica no cemitério, a cerimônia de enterro foi finalizada.

A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento investigativo para apurar a autoria do atentado no cemitério e verificar se o fato possui ligação com disputas territoriais entre organizações ligadas ao tráfico de drogas na localidade. Até o momento, as forças de segurança do estado não efetuaram prisões de outros envolvidos na invasão da necrópole.