Juiz federal desaparecido há mais de um mês é encontrado morto no Rio de Janeiro
Corpo de magistrado do TRF-2 foi localizado em área do Parque Nacional da Tijuca; polícia investiga circunstâncias da morte
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A Polícia Civil do Rio de Janeiro informou nesta terça-feira (19) que encontrou o corpo do juiz federal Alcides Martins Ribeiro Filho, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, desaparecido desde o dia 14 de abril.
Segundo a corporação, o cadáver foi localizado nos arredores da Vista Chinesa, mirante turístico situado no Parque Nacional da Tijuca, na zona sul do Rio de Janeiro.
A operação contou com agentes da Delegacia de Descoberta de Paradeiros e do Corpo de Bombeiros. A perícia foi realizada pela Delegacia de Homicídios da Capital.
De acordo com a polícia, o corpo foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML) e não apresentava sinais aparentes de violência. As circunstâncias da morte seguem sob investigação.
Em nota oficial, o TRF-2 afirmou, “com profundo pesar”, que o corpo encontrado possui indícios de ser do magistrado desaparecido, mas destacou que ainda aguardava a confirmação formal da identidade pelas autoridades competentes.
O presidente do tribunal, Luiz Paulo da Silva Araújo Filho, manifestou solidariedade aos familiares e amigos do juiz em nome de magistrados e servidores da corte.
O desaparecimento de Alcides Martins Ribeiro Filho veio à tona após publicação do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e foi confirmado posteriormente pela imprensa nacional.
Segundo as investigações, o magistrado foi visto pela última vez em 14 de abril, após sacar R$ 1 mil e embarcar em um táxi. Conforme relato do motorista à polícia, o destino informado pelo juiz teria sido a Vista Chinesa.
O magistrado estava afastado das funções desde maio do ano passado por determinação do Conselho Nacional de Justiça. Ele era investigado por suspeitas de violência doméstica, resistência à prisão, lesão corporal contra policiais e abuso de autoridade.
Na ocasião, vizinhos acionaram a polícia após denúncia de agressão contra a esposa. Segundo as investigações, o juiz resistiu à abordagem policial e precisou ser algemado.
Os processos envolvendo o magistrado no CNJ e no Superior Tribunal de Justiça tramitam sob sigilo judicial.
À época do afastamento, a defesa negou as acusações e afirmou que os fatos seriam esclarecidos ao longo do processo legal.