INSS muda regras do empréstimo consignado a partir desta terça; biometria facial passa a ser obrigatória
Novas medidas exigem reconhecimento facial para validar contratos e reduzem limite de comprometimento da renda de aposentados e pensionistas
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Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que desejarem contratar empréstimo consignado passam a seguir novas regras a partir desta terça-feira (19). Entre as principais mudanças está a obrigatoriedade da biometria facial para validar contratos, medida criada para reforçar a segurança e reduzir fraudes envolvendo beneficiários.
Com a nova regra, quem solicitar crédito consignado deverá confirmar a operação por reconhecimento facial no aplicativo ou site Meu INSS, antes da liberação definitiva do empréstimo.
Além disso, o percentual máximo da renda que poderá ser comprometido com parcelas do consignado foi reduzido. O teto caiu de 45% para 40% do valor do benefício, incluindo aposentadorias, pensões e outros pagamentos feitos pelo INSS.
O empréstimo consignado é uma modalidade de crédito em que as parcelas são descontadas automaticamente do benefício mensal, geralmente com juros menores em comparação a outras linhas de financiamento.
Biometria facial será obrigatória para confirmar empréstimos
Segundo o INSS, a exigência da biometria facial segue uma lei aprovada pelo Congresso Nacional no ano passado e sancionada em 2026 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na prática, após a solicitação do empréstimo junto à instituição financeira, o aposentado ou pensionista receberá a proposta no sistema do Meu INSS, com o status de “pendente de confirmação”. O beneficiário terá até cinco dias corridos para validar a contratação por reconhecimento facial.
Caso a confirmação não seja feita dentro do prazo, o contrato será automaticamente cancelado.
O objetivo, segundo o governo federal, é aumentar a proteção contra golpes e empréstimos contratados sem autorização do titular do benefício. A biometria facial também era uma recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU) como mecanismo de combate a fraudes.
Outra mudança importante é a proibição da contratação de empréstimo consignado por telefone ou por procuração de terceiros, o que deve dificultar práticas abusivas e golpes contra idosos.
Veja o que muda no consignado do INSS
As novas regras também ampliam o prazo de pagamento dos contratos e flexibilizam o início da cobrança das parcelas.
Entre as mudanças estão:
- Biometria facial obrigatória no aplicativo ou site Meu INSS para validação do contrato;
- Prazo máximo ampliado de 96 para 108 parcelas mensais (até 9 anos para pagar);
- Possibilidade de começar a pagar em até 90 dias, criando um período de carência;
- Margem consignável reduzida de 45% para 40% da renda mensal;
- Para beneficiários do BPC (Benefício de Prestação Continuada), o limite permanece em 35% do benefício.
Governo prevê redução gradual do limite do consignado
Além da redução imediata para 40%, o governo também prevê uma diminuição gradual da margem consignável, com queda de dois pontos percentuais por ano, até atingir o limite de 30% do benefício.
Outra mudança relevante é o fim da margem exclusiva destinada ao cartão consignado e ao cartão de benefícios, que antes somavam 10% adicionais. Agora, esses cartões poderão representar no máximo 5% cada, dentro do teto geral de 40%.
Segundo o governo, as alterações fazem parte de medidas voltadas para ampliar o acesso ao crédito de forma mais segura, ao mesmo tempo em que buscam evitar o superendividamento de aposentados e pensionistas.
Como confirmar o empréstimo no Meu INSS?
Após contratar o crédito no banco:
- Acesse o aplicativo ou site Meu INSS;
- Verifique se existe uma proposta com status “pendente de confirmação”;
- Faça o reconhecimento facial seguindo as instruções do sistema;
- Confirme o contrato em até cinco dias corridos.
Sem a validação biométrica, o empréstimo não será efetivado.