31 de julho de 2025
investigação

Morte de PC Siqueira pode ter sido assassinato, aponta perito contratado pela família

Investigação sobre morte do youtuber foi reaberta após denúncias contra ex-namorada e novo laudo

Por Redação
Publicado em
PC Siqueira - Foto: Reprodução/Instagram

A investigação sobre a morte do influenciador digital PC Siqueira ganhou novos desdobramentos que contestam a linha inicial da polícia. Embora o caso tenha sido tratado primeiramente como suicídio, a possibilidade de um assassinato passou a ser considerada após a família do criador de conteúdo contratar um assistente técnico para analisar os laudos periciais. O perito apontou contradições significativas na análise inicial da cena, com destaque para as lesões encontradas no pescoço do influenciador, que, segundo a nova avaliação, seriam incompatíveis com a cinta de catraca descrita no boletim de ocorrência original.

O perito particular contratado pela família, Francisco La Regina, afirmou publicamente estar totalmente convencido de que o influenciador não tirou a própria vida. A análise foca nas lacunas deixadas pelos primeiros exames e reacendeu o debate sobre o que de fato aconteceu no apartamento do youtuber na zona sul de São Paulo.

Diante do novo cenário, os depoimentos colhidos na época voltaram a ser revisados. Maria Luiza Watanabe, namorada do influenciador e única testemunha presente no imóvel no momento do ocorrido, descreveu o relacionamento do casal como conturbado e marcado pelo uso abusivo de substâncias e instabilidade emocional. Paralelamente, amigos próximos do influenciador relataram em depoimento ter ouvido, por meio de uma ligação telefônica, a jovem supostamente incentivando o parceiro a cometer o ato fatal. Maria Luiza nega categoricamente todas as acusações e afirma não ter qualquer envolvimento com o desfecho trágico.

Em razão das contradições e das novas dúvidas técnicas levantadas pela defesa da família, o Ministério Público determinou a realização de novas diligências para esclarecer os fatos. Procurada para comentar o andamento do caso, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo informou que o inquérito policial segue sob segredo de Justiça e que as autoridades aguardam a conclusão dos novos exames complementares para emitir um parecer definitivo.

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