Dois anos após morte de PC Siqueira, Justiça manda polícia retomar investigação
Reconstituição do caso ocorre nesta terça (20); MP e família contestam conclusão de suicídio e pedem apuração de homicídio e instigação
Publicado em
Dois anos após a morte do influenciador PC Siqueira, a Justiça de São Paulo determinou que a Polícia Civil retome as investigações do caso. A decisão atendeu a um pedido do Ministério Público (MP), que não concordou com a conclusão do inquérito policial como suicídio e solicitou novas diligências, incluindo uma reconstituição dos fatos, marcada para as 10h30 desta terça-feira (20).
O influenciador foi encontrado morto em seu apartamento na Zona Sul de São Paulo em 27 de dezembro de 2023. A perícia inicial apontou "asfixia mecânica por enforcamento" e concluiu pelo suicídio, mas advogados da família e o MP contestaram os laudos, apontando falhas e contradições. O MP pede que sejam apuradas também as hipóteses de homicídio ou instigação ao suicídio.
A reconstituição ocorrerá no prédio onde PC morava, na Rua Baronesa de Bela Vista, no Campo Belo. A ex-namorada do influenciador, que testemunhou a cena, não comparecerá — ela alegou morar no Rio e estar amamentando um bebê de três meses. Sua versão será reproduzida com base em seu depoimento policial. O síndico e uma vizinha devem participar.
Os advogados da família afirmam que "a hipótese de suicídio é contestável" e que as novas diligências são essenciais para esclarecer elementos técnicos ainda não analisados de forma conclusiva. O caso ganhou notoriedade não apenas pela morte, mas também por uma investigação paralela envolvendo a suposta divulgação de imagens de abuso sexual infantil, na qual PC sempre se declarou inocente. A SSP informou que esse inquérito foi arquivado por extinção de punibilidade em junho de 2024.