31 de julho de 2025
ABSURDO

Influenciadora é morta pelo marido semanas após denúncia pública contra ele nas redes sociais

Sara Gilson havia obtido medida protetiva contra Jeremiah Duffey meses antes do crime; ele também era investigado por assédio a uma adolescente

Por Redação
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Influenciadora é morta a tiros pelo marido semanas após ela usar redes sociais com graves acusações contra ele - Foto: Reprodução

Um caso que já vinha sendo acompanhado de perto pela Justiça americana terminou em tragédia nesta semana. A influenciadora Sara Gilson, de 43 anos, foi morta a tiros pelo marido, Jeremiah Duffey, de 48 anos, que em seguida tirou a própria vida. O crime aconteceu na noite de 23 de julho, na cidade de Owasso, no estado americano de Oklahoma, e segue sendo investigado pela polícia local.

Como o crime foi descoberto

Segundo as investigações, os policiais foram acionados por volta das 23h15, depois que uma criança que morava na casa pediu ajuda. Ao chegar ao imóvel, os agentes encontraram Sara e Jeremiah já sem vida. As primeiras conclusões da investigação apontam que o homem atirou contra a esposa antes de cometer suicídio.

O caso ganhou ainda mais repercussão por causa do que aconteceu poucos dias antes do crime. Sara Gilson havia viralizado nas redes sociais ao publicar um vídeo dirigido diretamente ao marido, no qual afirmava se preparar para o momento em que um documentário sobre ele fosse ao ar, alegando ter descoberto que ele seria pedófilo. Na legenda da publicação, ela reforçou a gravidade da acusação: "Quem dera fosse brincadeira".

Histórico de medidas protetivas

Documentos judiciais mostram que essa não era a primeira vez que Sara buscava proteção legal contra o marido. Em junho deste ano, ela conseguiu uma medida protetiva de emergência que obrigava Jeremiah Duffey a deixar a residência do casal e manter distância mínima de cerca de 90 metros dela. A medida havia sido prorrogada posteriormente até agosto.

No pedido apresentado à Justiça, a influenciadora relatou que o marido possuía uma arma de fogo, fazia ameaças de suicídio e já havia deixado a casa antes.

Outra acusação envolvendo uma adolescente

Paralelamente ao caso de Sara, outra medida protetiva havia sido solicitada contra Duffey, dessa vez por uma mãe, em nome da filha de 15 anos, atleta de um time de basquete treinado por ele.

Segundo os documentos apresentados à Justiça, o técnico teria assediado a adolescente, enviado mensagens inadequadas, feito convites impróprios durante uma viagem para um torneio esportivo e chegado a oferecer dinheiro para que ela não contasse o ocorrido a ninguéAté o momento da tragédia, porém, essas acusações ainda não haviam sido analisadas pelo Judiciário. Com a morte do casal, as autoridades americanas seguem reunindo informações para tentar esclarecer todos os detalhes do caso, que já repercute internacionalmente.