Famílias atingidas por explosão no Jaguaré poderão escolher onde morar, diz Tarcísio
Governo de São Paulo anunciou opções de moradia, carta de crédito e ressarcimento após explosão que atingiu área na zona oeste da capital
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou nesta quarta-feira (13) que as famílias afetadas pela explosão no bairro do Jaguaré, na zona oeste da capital paulista, poderão escolher onde irão se abrigar, a partir das alternativas oferecidas pelo governo estadual.
A declaração foi feita durante a primeira visita do governador à área atingida, dois dias após o acidente ocorrido na última segunda-feira (11). Segundo ele, os moradores poderão optar por imóveis disponibilizados pela Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) ou por outras modalidades de atendimento.
Tarcísio disse que as famílias terão autonomia para decidir entre conhecer e aceitar os apartamentos oferecidos, receber uma carta de crédito para aquisição de outro imóvel ou, em caso de escolha, permanecer na própria região com possibilidade de reconstrução das residências.
“A família é quem vai dizer para nós o que é do agrado dela”, afirmou o governador, ao destacar que os imóveis apresentados poderão ser visitados antes da decisão final e que a mudança pode ser feita de forma imediata, com entrega de documentação.
A CDHU informou que os custos do uso dos imóveis temporários serão ressarcidos pelas concessionárias envolvidas na operação no local, a Sabesp e a Comgás. As unidades ofertadas estão localizadas em diferentes regiões da capital, incluindo áreas centrais e trechos da zona oeste.
O governo também anunciou que fará um levantamento dos prejuízos materiais de comércios afetados e prevê indenizações relacionadas à perda de renda. A proposta inclui cartas de crédito que podem variar entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, a depender da situação de cada família.
Enquanto isso, a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp) estabeleceu prazo até sexta-feira (15) para que Sabesp e Comgás encaminhem laudos técnicos e informações sobre a explosão. Os documentos serão analisados e podem embasar medidas administrativas.
O governo estadual informou ainda que todas as obras realizadas em parceria com concessionárias de serviços públicos foram temporariamente suspensas para revisão de protocolos de segurança. Segundo Tarcísio, a medida busca evitar novos acidentes e identificar eventuais falhas.
Moradores afetados também articulam medidas judiciais e relatam dificuldades após perderem suas casas. Segundo lideranças comunitárias, mais de 40 famílias devem ingressar com ação coletiva. O caso também está sendo acompanhado pelo Ministério Público de São Paulo (Ministério Público do Estado de São Paulo), que abriu frentes de atuação nas esferas cível e criminal.