Projeto quer restringir convocações da Seleção a jogadores que atuam no Brasil
Proposta também exige que técnico e comissão técnica tenham vínculo com clubes brasileiros e proíbe publicidade de casas de apostas no futebol nacional
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Um projeto de lei apresentado na Câmara dos Deputados pretende limitar as convocações da Seleção Brasileira a jogadores que atuem em clubes do país. A proposta, protocolada na quarta-feira (8) pelo deputado federal Luiz Carlos Hauly (Podemos-RS), também estabelece que o técnico e os integrantes da comissão técnica mantenham vínculo profissional com equipes brasileiras.
O Projeto de Lei (PL) 3.582/2026 foi apresentado após a eliminação do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026 e, segundo o autor, busca fortalecer o futebol nacional.
Pelo texto, a regra valeria para as seleções masculina, feminina e para as categorias de base. A exceção seria para amistosos e partidas promocionais, desde que haja autorização da entidade responsável pela competição.
Ao justificar a proposta, Hauly defendeu que a Seleção seja formada exclusivamente por profissionais que atuem no futebol brasileiro.
"Precisamos de um futebol feito por jogadores brasileiros que joguem em equipe brasileira, com técnico brasileiro", afirmou o deputado.
Na Copa de 2026, a Seleção comandada pelo italiano Carlo Ancelotti contou com apenas sete jogadores que atuavam em clubes brasileiros e acabou eliminada pela Noruega nas oitavas de final.
Proibição de publicidade de bets
Além das mudanças nas convocações, o projeto prevê a proibição da publicidade de casas de apostas em competições, clubes e demais produtos organizados por entidades do futebol brasileiro.
Atualmente, a legislação permite esse tipo de patrocínio, desde que as empresas estejam autorizadas a operar no país e cumpram as regras previstas na Lei das Apostas e nas normas da Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.
A proposta, porém, não trata dos contratos individuais firmados entre atletas e empresas de apostas.
Tramitação
O projeto ainda aguarda despacho da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados, que definirá por quais comissões a matéria passará antes de eventual votação em plenário.
Se aprovado pelos deputados, o texto seguirá para análise do Senado Federal e, posteriormente, para sanção ou veto da Presidência da República.