Entidades do Polo de Confecções convocam manifesto contra fim da “taxa das blusinhas”
Entidades do Agreste pernambucano reagem à decisão do Governo Federal e temem impacto sobre empregos e competitividade do setor têxtil
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Representantes das principais entidades ligadas ao Polo de Confecções do Agreste pernambucano vão realizar, no próximo dia 20 de maio, um manifesto em defesa do setor produtivo do Estado. O ato está marcado para as 10h, no auditório do Moda Center Santa Cruz, em Santa Cruz do Capibaribe.
A mobilização reunirá empresários, comerciantes, trabalhadores e lideranças políticas da cadeia têxtil e surge como reação à decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de zerar o imposto federal sobre compras internacionais de até US$ 50, medida que ficou conhecida como o fim da “taxa das blusinhas”.
A mudança foi oficializada por meio de Medida Provisória assinada nesta terça-feira (12) e passa a valer a partir desta quarta-feira (13).
Na avaliação das entidades organizadoras, a decisão pode ampliar a concorrência com produtos importados de baixo custo, afetando diretamente a competitividade das indústrias e do comércio local.
O Polo de Confecções do Agreste, formado por cidades como Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, é considerado um dos maiores centros produtores de vestuário do Brasil e responde pela geração de milhares de empregos em Pernambuco.
Participam da organização do manifesto o Núcleo Gestor da Cadeia Têxtil e de Confecções em Pernambuco, a Associação Empresarial de Santa Cruz do Capibaribe, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe, a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru, o Sindicato das Indústrias do Vestuário de Pernambuco, o Sindicato das Indústrias de Fiação e Tecelagem em Geral do Estado de Pernambuco, a Associação dos Sulanqueiros de Caruaru e a ACIT.
Com o lema “Em Defesa do Polo de Confecções de Pernambuco”, os organizadores afirmam que o movimento busca sensibilizar o Governo Federal e o Congresso Nacional sobre a necessidade de políticas que preservem a competitividade da produção nacional.
Segundo as entidades, o setor é responsável por movimentar bilhões de reais por ano e possui papel fundamental na geração de emprego, renda e desenvolvimento econômico no Agreste pernambucano.