31 de julho de 2025
POLÍTICA

Vereador de São José do Egito, em Pernambuco, é preso por estelionato virtual

Parlamentar pernambucano é apontado pelo Ministério Público do Rio de Janeiro como integrante de grupo acusado de aplicar golpes com falsas plataformas de investimentos

Por Paula Tabosa
Publicado em
O vereador Daniel Siqueira. - Foto: Reprodução

Em São José do Egito, no Sertão de Pernambuco, o vereador Severino Daniel Leite Siqueira, conhecido como Daniel Siqueira, foi preso nesta sexta-feira (8) durante uma investigação conduzida pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, por meio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos (CYBERGAECO).

Segundo a denúncia, Daniel Siqueira e outros sete investigados são acusados de envolvimento em um esquema de estelionato virtual e associação criminosa ligado ao aplicativo “ACTRADING MARKETS”. De acordo com o processo, o grupo oferecia falsas carteiras de investimentos e simulava operações financeiras envolvendo ativos virtuais para atrair vítimas com promessas de altos rendimentos.

As investigações apontam que os suspeitos utilizavam ofertas públicas iniciais de ações (IPOs) de grandes empresas, como Shein e negócios ligados ao empresário Elon Musk, para convencer investidores. No entanto, os valores enviados pelas vítimas eram direcionados para contas de empresas ligadas ao grupo, sem qualquer aplicação financeira real.

Ainda conforme o Ministério Público, quando as vítimas tentavam recuperar o dinheiro, os investigados alegavam problemas no sistema ou cobravam taxas consideradas abusivas para liberar os valores. Em muitos casos, o contato era interrompido em seguida.

O MPRJ aponta que Daniel Siqueira teria papel central na organização, atuando como contador de empresas utilizadas para movimentar os recursos obtidos nas fraudes. Relatórios de inteligência financeira também identificaram transferências entre o vereador e outros investigados durante o período em que os golpes teriam ocorrido.

Somente em um dos casos citados na denúncia, o prejuízo ultrapassa R$ 396 mil. O Ministério Público solicitou a prisão preventiva dos envolvidos para interromper as atividades criminosas e evitar novas vítimas.