31 de julho de 2025
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Um em cada 11 brasileiros recebeu auxílio de programas sociais em 2025; Nordeste registra maior número de beneficiários

Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE

Por Redação
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.Os programas sociais consolidaram-se como a segunda principal fonte de "rendas não provenientes do trabalho", ficando atrás apenas das aposentadorias e pensões - Foto: Roberta Aline/MDS

Cerca de 19,4 milhões de pessoas, o equivalente a 9,1% da população brasileira, receberam rendimentos de programas sociais como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC) em 2025. Os dados constam na Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (8) pelo IBGE.

O índice mostra uma estabilidade em relação a 2024 (9,2%), mas permanece significativamente acima do patamar pré-pandemia, quando apenas 6,3% da população dependia desses recursos. No recorte por domicílios, a abrangência é ainda maior: 22,7% dos lares brasileiros — cerca de 18 milhões de residências — possuem ao menos um beneficiário de programas assistenciais das esferas federal, estadual ou municipal.

Técnicos do IBGE apontam que a pequena redução no número de beneficiários entre 2024 e 2025 pode estar atrelada ao bom desempenho do mercado de trabalho. A taxa de desemprego encerrou o último ano em 5,1%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012, o que possibilitou que mais famílias gerassem renda própria.

A dependência dos programas sociais ainda é marcadamente regional. O Nordeste (15,8%) e o Norte (13,7%) registram os maiores percentuais de beneficiários, superando amplamente a média nacional. Em contrapartida, a região Sul apresenta a menor proporção (4,5%).

Curiosamente, embora tenha menos beneficiários, o Sul registra o maior valor médio recebido por pessoa (R$ 984), enquanto o Nordeste tem a menor média (R$ 823). O valor médio nacional desses auxílios em 2025 ficou em R$ 870.

Atualmente, o Brasil possui 212,7 milhões de habitantes, dos quais 143 milhões (67%) possuem algum tipo de rendimento. Os programas sociais consolidaram-se como a segunda principal fonte de "rendas não provenientes do trabalho", ficando atrás apenas das aposentadorias e pensões, que atendem 13,8% da população brasileira.

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