Confusão envolvendo Ed Motta em restaurante do Rio termina em acusações de agressão e discriminação
Briga teria começado após cobrança de taxa de rolha em restaurante da Zona Sul do Rio; cantor admite descontrole, mas nega agressões
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Uma discussão envolvendo a cobrança de taxa de rolha em um restaurante da Zona Sul do Rio de Janeiro terminou em acusações de agressão, intimidação e ofensas preconceituosas envolvendo o cantor Ed Motta e amigos do artista. O episódio aconteceu no restaurante Grado, no Jardim Botânico, e ganhou repercussão nas redes sociais após os proprietários divulgarem um comunicado relatando cenas de violência dentro do estabelecimento.
Segundo os donos do restaurante, o chef Nello Garaventa e Lara Atamian, a confusão começou após a negativa de uma cortesia relacionada à taxa de rolha — valor cobrado para servir vinhos levados pelos próprios clientes.
De acordo com o comunicado enviado à imprensa, um grupo formado por Ed Motta, o empresário Diogo Coutinho do Couto, proprietário dos restaurantes Escama e Henriqueta, além de outro homem identificado como primo do empresário, teria protagonizado episódios de “extrema violência, agressões físicas, intimidação e condutas discriminatórias” contra funcionários e clientes.
Os proprietários afirmam que, após a recusa da isenção da taxa, integrantes da mesa passaram a constranger funcionários com provocações, xingamentos e comentários considerados xenofóbicos e homofóbicos.
“Funcionários foram publicamente expostos ao ridículo, sem possibilidade de resposta”, diz um trecho da nota divulgada pelo restaurante.
Ainda segundo o relato do casal, uma cadeira teria sido arremessada na direção de um garçom que estava de costas. O comunicado também afirma que a situação escalou após um esbarrão envolvendo Ed Motta e uma cliente de outra mesa, provocando queda de objetos e iniciando um novo confronto entre frequentadores.
Os donos do restaurante alegam ainda que um cliente teria sido agredido com um soco e atingido por uma garrafa de vinho arremessada contra sua cabeça, causando sangramento.
Segundo o estabelecimento, funcionários precisaram intervir fisicamente para conter a briga e evitar consequências mais graves. O grupo deixou o restaurante antes da chegada da polícia.
Em pronunciamento ao jornal O Globo, Ed Motta reconheceu que perdeu o controle durante a discussão, mas negou ter agredido funcionários.
“Aconteceu um problema, mas a história não está bem contada. Fiquei irritado e me descontrolei. Eu estava bêbado e joguei uma cadeira no chão, mas não joguei uma cadeira em direção ao funcionário. Jamais”, afirmou o cantor.
O artista também declarou que deixou o restaurante antes da briga atingir outros clientes e disse que amigos tentaram pedir desculpas pela situação.
Segundo Ed Motta, as ofensas homofóbicas e xenofóbicas teriam partido de frequentadores de outra mesa.
“Quando a minha mesa foi pedir desculpas à mesa ao lado, começaram novas ofensas, inclusive chamando meu amigo de ‘viado’ e mandando ele voltar para a Arábia”, relatou.
O caso segue repercutindo nas redes sociais e provocando debates sobre violência em ambientes públicos, consumo de álcool e limites em conflitos envolvendo clientes e estabelecimentos comerciais.
Até o momento, não há informações sobre registro formal de boletim de ocorrência ou investigação policial relacionada ao episódio.