31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Polícia derruba mais de 90 perfis que divulgaram vídeo de abuso contra crianças em SP

Compartilhamento das imagens é investigado pela Polícia Civil e pode levar a punições previstas no ECA

Por Redação
Publicado em
Polícia Civil de São Paulo - Foto: PC/SP/Divulgação

A Polícia Civil de São Paulo identificou e retirou do ar mais de 90 perfis em redes sociais que compartilharam vídeos relacionados ao caso de violência sexual contra duas crianças, de 7 e 10 anos, ocorrido em São Miguel Paulista, na zona leste da capital. O crime aconteceu no dia 21 de abril.

Segundo as autoridades, divulgar esse tipo de conteúdo é crime previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), mesmo quando a publicação ocorre sob a justificativa de ajudar nas investigações. A pena pode variar de um a quatro anos de prisão, além de multa.

A remoção dos perfis ocorreu após atuação do Núcleo de Observação e Análise Digital (Noad), que acionou o Centro Nacional para Crianças Desaparecidas e Exploradas, organização internacional responsável por receber denúncias ligadas à exploração infantil e comunicar plataformas digitais para retirada do material.

Além da investigação sobre o estupro coletivo, a Polícia Civil também apura quem foi responsável pela divulgação inicial das imagens. De acordo com o delegado Júlio Geraldo, os envolvidos podem responder por crimes relacionados à divulgação de pornografia infantil.

Um homem de 21 anos, identificado como Alessandro Martins dos Santos, foi preso na última sexta-feira (1º) no município de Brejões, na Bahia. Após ser transferido para São Paulo, ele foi interrogado e indiciado por estupro de vulnerável, corrupção de menores e divulgação de pornografia infantil.

A polícia também localizou quatro adolescentes suspeitos de participação no crime. O último deles, de 15 anos, foi conduzido à delegacia na segunda-feira (4), acompanhado da mãe. Os demais têm entre 14 e 16 anos.

Durante os depoimentos, segundo o delegado responsável pelo caso, alguns investigados tentaram minimizar a gravidade da situação ao afirmar que tudo teria sido uma “brincadeira”.

As vítimas e seus familiares passaram a receber acompanhamento e proteção do poder público municipal. O caso segue sendo investigado pela Polícia Civil de São Paulo.