Governo avalia demolição da Ponte do Esqueleto após morte em salto de rope jump
Estrutura volta ao centro de discussão após acidente que resultou na morte de jovem de 21 anos
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A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) e prefeituras da região discutem a possibilidade de remoção da chamada Ponte do Esqueleto, localizada na divisa entre Limeira e Cordeirópolis, no interior de São Paulo. A medida passou a ser considerada após a morte de uma jovem de 21 anos ocorrida no último sábado (13), durante uma atividade de salto conhecida como rope jump.
A vítima, identificada como Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, foi levada ao local por instrutores de uma empresa privada e acabou sendo arremessada de uma altura aproximada de 40 metros. Segundo informações apuradas, ela não estava devidamente presa ao equipamento de segurança no momento do salto.
A ponte já havia sido alvo de restrições e interdições anteriores, mas continuava sendo utilizada de forma irregular por grupos que promoviam atividades de aventura no local.
Diante do caso, a SPU confirmou que a estrutura passou a integrar o patrimônio da União em maio deste ano e reforçou que não há qualquer autorização para a realização de atividades no espaço.
Após o acidente, representantes da SPU e da Advocacia-Geral da União (AGU) estiveram na região e se reuniram com os prefeitos de Cordeirópolis e Limeira. No encontro, os gestores municipais defenderam a retirada definitiva da estrutura como forma de evitar novos incidentes.
A proposta de demolição, segundo autoridades locais, busca eliminar o risco de acesso ao local, que mesmo interditado segue sendo alvo de invasões e atividades clandestinas.
Enquanto não há uma decisão final, foram definidas medidas emergenciais para restringir o acesso à ponte. Entre elas estão a instalação de placas de advertência, a criação de barreiras físicas e o reforço de bloqueios em pontos de entrada.
Segundo as prefeituras, estruturas de contenção já haviam sido instaladas anteriormente, mas parte das intervenções foi removida ou danificada, permitindo novamente a circulação de pessoas no local.
A administração municipal também defende a abertura de investigação sobre a atuação de grupos que divulgam atividades no local pelas redes sociais, o que tem contribuído para a procura por práticas de risco na área.
As autoridades reforçam que o acesso à ponte não é permitido e que a permanência no local configura irregularidade. A expectativa é de que novas reuniões sejam realizadas para definir o futuro definitivo da estrutura.