Câmara de Aracaju aprova moção de solidariedade a Maceió e Alagoas após fala de vereador gerar repercussão
Documento apresentado por Nitinho Vitale reconhece repercussão negativa de declaração feita no plenário e pede desculpas públicas ao povo alagoano
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A Câmara Municipal de Aracaju recebeu a Moção de Solidariedade nº 35/2026, apresentada pelo vereador Nitinho Vitale, em que o parlamentar formaliza um pedido público de desculpas ao povo de Maceió e ao estado de Alagoas após repercussão de uma declaração feita durante pronunciamento no plenário da Casa em abril deste ano.
O documento cita uma fala realizada pelo vereador em 15 de abril de 2026, durante discussão relacionada à concessão de espaços públicos nas orlas de Aracaju. Segundo a moção, houve uma “referência inapropriada” à capital alagoana, o que gerou reação entre maceioenses e alagoanos.
Na justificativa, o parlamentar reconhece que, embora não tenha havido intenção deliberada de ofender, a declaração produziu repercussão negativa e exigia retratação pública. O texto também destaca que agentes públicos devem ter “responsabilidade redobrada” no uso da palavra, especialmente quando manifestações possam atingir a honra ou a identidade de outros povos.
A moção ressalta ainda a importância histórica, cultural, econômica e turística de Maceió e de Alagoas para o Nordeste e para o Brasil, além de destacar a hospitalidade do povo alagoano.
No documento, Nitinho Vitale apresenta pedido formal de desculpas ao prefeito de Maceió, Rodrigo Cunha, ao presidente da Câmara Municipal de Maceió, Chico Filho, aos vereadores da capital alagoana e à população do estado.
A moção também reforça a necessidade de preservação da convivência institucional entre municípios nordestinos e seus parlamentos, defendendo o fortalecimento do diálogo e do respeito entre as cidades irmãs de Aracaju e Maceió.
O texto prevê que, após aprovação em plenário, a manifestação seja registrada nos anais da Câmara Municipal de Aracaju e encaminhada oficialmente à Prefeitura de Maceió e à Câmara Municipal da capital alagoana.
A iniciativa ocorre em meio à repercussão política causada pela declaração do parlamentar sergipano, que provocou críticas de representantes políticos e manifestações nas redes sociais.