31 de julho de 2025
SERGIPE

Vereador que chamou orla de Maceió de “favela” foi investigado por corrupção na “máfia dos shows”

Nitinho Vitale (PSD), de Aracaju, afirmou que orla da capital alagoana “virou uma favela”. Em 2019, ele foi indiciado por suspeita de participar de cartel em contratações de eventos públicos

Por Redação
Publicado em
O vereador Niltinho Vitale, do PSD de Aracaju, Sergipe. - Foto: Reprodução

O vereador Nitinho Vitale (PSD), de Aracaju (SE), voltou a ser alvo de polêmica nacional após afirmar, durante sessão da Câmara Municipal na última quarta-feira (15), que a orla de Maceió se transformou em uma “favela”. A declaração gerou forte repercussão e críticas nas redes sociais. O que muitos não sabem é que o parlamentar já foi investigado por corrupção em um caso conhecido como a “máfia dos shows”.

Em 2019, a Polícia Civil de Sergipe, por meio do Departamento de Crimes Contra a Ordem Tributária (Deotap), indiciou Nitinho Vitale por suspeita de integrar uma organização criminosa que atuava na contratação de shows e eventos públicos entre 2009 e 2015. As investigações analisaram contratos da Fundação Cultural Cidade de Aracaju (Funcaju) e de quatro empresas ligadas a um empresário e a vereadores da capital. Foram usadas provas documentais, autorizações judiciais e depoimentos de testemunhas, incluindo artistas.

O Ministério Público de Sergipe ofereceu denúncia contra seis pessoas pela prática de cartelização – quando empresas se unem para combinar preços e vencer licitações de forma fraudulenta, crime contra a ordem econômica. No entanto, o MP excluiu Nitinho Vitale da denúncia. O ex-presidente da Funcaju e uma outra pessoa indiciada também não foram denunciados.

Agora, o vereador volta a causar polêmica ao usar a tribuna para discutir concessões na orla de Atalaia, em Aracaju, e citar Maceió como exemplo negativo. “Temos que ter cuidado nas concessões da Orla de Atalaia para não virar uma favela como virou a orla de Maceió. Você chega em Maceió hoje e é uma favela”, declarou. A fala foi duramente criticada por moradores e autoridades alagoanas, que defenderam a orla da capital como um dos principais cartões-postais do estado.