31 de julho de 2025
polêmica

"Pagou o teto": deputado detona Governo de AL por desembolsar valor máximo em prédio do Hospital do Idoso

Cabo Bebeto expõe laudo da Seplag com três margens de preço, questiona pressa para pagar R$ 22,8 milhões e cobra transparência sobre atraso nas obras.

Por Redação
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Deputado questiona pagamento máximo por imóvel do Hospital do Idoso e cobra explicações do Governo de Alagoas - Foto: Reprodução

O deputado estadual Cabo Bebeto (PL) subiu o tom contra a gestão do Governo de Alagoas a respeito da condução financeira e administrativa do futuro Hospital do Idoso. Após realizar uma vistoria técnica no imóvel escolhido para sediar a unidade de saúde, o parlamentar colocou sob forte suspeita os critérios adotados pelo Estado para a compra do prédio e cobrou explicações imediatas do Palácio República dos Palmares.

A principal linha de questionamento do deputado baseia-se em um documento oficial da própria Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). O laudo de avaliação patrimonial apontou três cenários de preço para a estrutura: um valor mínimo de R$ 18,7 milhões, um valor médio de R$ 20,7 milhões e um teto máximo de R$ 22,8 milhões.

"O Estado poderia ter negociado dentro desses parâmetros, mas escolheu pagar o valor máximo levantado", criticou Cabo Bebeto, apontando falta de zelo e de poder de barganha com o dinheiro público.

Além de questionar o fechamento do negócio pelo preço mais caro possível, o parlamentar demonstrou indignação com a velocidade incomum com que a dinheirama foi liberada para os antigos donos do imóvel. Ele comparou a eficiência desse pagamento com a lentidão enfrentada pelo funcionalismo público de Alagoas, que há meses amarga dificuldades para conseguir reajustes salariais básicos ou receber retroativos e direitos já reconhecidos administrativamente pelo próprio Executivo.

Para além do imbróglio financeiro da compra, Cabo Bebeto cobrou uma posição clara sobre o cronograma físico do empreendimento. O Hospital do Idoso virou alvo de cobranças recorrentes na Assembleia Legislativa devido ao acúmulo de promessas não cumpridas e sucessivos adiamentos na data de inauguração desde que o projeto foi anunciado oficialmente pelo governo.