Novo Caged: Enquanto Maceió gera 299 empregos, Alagoas perde mais de 3 mil vagas em fevereiro
Serviços impulsionam capital alagoana, mas comércio e indústria recuam; estado tem saldo negativo de 3.023 postos, revelando recuperação desigual no mercado de trabalho formal
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Maceió gerou 299 novos empregos com carteira assinada em fevereiro, de acordo com os dados do Novo Caged divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego no fim de março. O saldo positivo é resultado de 8.570 admissões contra 8.271 desligamentos, o que aponta para um leve aquecimento do mercado de trabalho na capital alagoana. No entanto, o desempenho foi desigual entre os setores: apenas dois dos cinco principais grupamentos de atividades econômicas tiveram saldo positivo no mês.
O grande destaque ficou com o setor de serviços, que criou 301 vagas formais. Sozinho, esse segmento sustentou o resultado positivo de Maceió, sugerindo uma recuperação das atividades ligadas ao consumo e à prestação de serviços, que costumam reagir mais rápido às variações da demanda. Por outro lado, setores tradicionalmente relevantes para a geração de emprego na capital registraram retração. O comércio teve saldo negativo de 121 vagas – possivelmente um reflexo do arrefecimento após períodos sazonais de maior consumo – enquanto a indústria perdeu 40 postos, sinalizando dificuldades mais estruturais, como custos elevados ou baixa competitividade.
Enquanto isso, o cenário nacional mostrou uma trajetória mais robusta: o Brasil criou 255,3 mil empregos formais em fevereiro de 2026. Em contraste, o estado de Alagoas como um todo apresentou desempenho negativo, com o fechamento de 3.023 postos de trabalho. Esse descompasso entre a capital e o restante do estado indica que a recuperação do emprego ainda é concentrada e heterogênea, com Maceió se destacando como um polo de maior dinamismo econômico. Os dados sugerem que, apesar de sinais pontuais de melhora, o mercado de trabalho local ainda enfrenta desafios, especialmente no que diz respeito à diversificação setorial e à sustentação do crescimento do emprego no médio prazo.