Medidas do governo reduzem impacto de alta nas passagens aéreas, diz Anac
Segundo agência, ações evitaram aumentos maiores após reajuste no preço do combustível
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Medidas adotadas pelo governo federal têm ajudado a conter o aumento no preço das passagens aéreas no Brasil, segundo o presidente da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), Tiago Chagas. A declaração foi dada nesta sexta-feira (10), durante entrevista à Rádio Nacional.
De acordo com Chagas, as ações não impediram a alta, mas reduziram o impacto para o consumidor. Isso porque o reajuste no preço do querosene de aviação (QAV), anunciado pela Petrobras no início de abril, poderia provocar aumentos entre 20% e 30% nas passagens.
Com as medidas adotadas, no entanto, a elevação deve ficar entre 10% e 12%, segundo o presidente da Anac. O combustível representa cerca de 40% do custo das tarifas aéreas.
Entre as iniciativas citadas estão a redução de impostos, como PIS e Cofins, e a oferta de linhas de crédito para as companhias aéreas, com o objetivo de aliviar o caixa das empresas e evitar o repasse integral dos custos aos passageiros.
Outro fator apontado foi a decisão da Petrobras de parcelar o reajuste do combustível, aplicando inicialmente parte do aumento e diluindo o restante ao longo dos próximos meses.
Ainda segundo Chagas, o governo aguarda a adesão das companhias aéreas às medidas, destacando que as empresas também têm interesse em evitar altas expressivas para não reduzir a demanda por voos.