31 de julho de 2025
Economia

Passagens aéreas devem subir após alta de 54% no querosene de aviação

Reajuste de mais de 54% anunciado pela Petrobras pode levar a aumento de até 10% nas tarifas

Por redação
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Com o aumento dos custos, empresas do setor tendem a repassar parte do impacto ao consumidor. - Foto: Freepik

O aumento de 54,6% no preço do querosene de aviação (QAV), confirmado nesta quarta-feira (1º) pela Petrobras, deve impactar diretamente o valor das passagens aéreas no Brasil.

O reajuste já entrou em vigor nas refinarias e, segundo a estatal, reflete a alta do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, impulsionada pela guerra entre Estados Unidos e Irã. Com a mudança, o combustível passou a custar R$ 5.495,30 por metro cúbico, equivalente a R$ 5,495 por litro. Em março, o produto já havia registrado aumento de 9,4%.

De acordo com a Associação Brasileira das Empresas Aéreas, o novo reajuste pode trazer “consequências severas” para o setor. A entidade destaca que, com a alta acumulada, o combustível pode passar a representar cerca de 45% dos custos operacionais das companhias aéreas, acima dos pouco mais de 30% atuais.

Com o aumento dos custos, empresas do setor tendem a repassar parte do impacto ao consumidor. Segundo estimativas do grupo Abra Group, controlador de companhias como Gol Linhas Aéreas e Avianca, uma elevação de US$ 1 por galão no preço do QAV pode resultar em alta de cerca de 10% nas tarifas.

A Azul Linhas Aéreas já anunciou aumento médio superior a 20% no valor das passagens nas últimas semanas e informou que pretende reduzir em 1% a oferta de voos domésticos no segundo trimestre como forma de conter custos.

Além de pressionar os preços, o cenário pode afetar a expansão do setor, com impacto na abertura de novas rotas e na oferta de serviços. O querosene de aviação é um dos principais componentes de custo das companhias aéreas e, no Brasil, responde por mais de 30% das despesas operacionais.