MPF discute caso Braskem com conselho nacional e reforça monitoramento em áreas afetadas
Reunião em Maceió aborda impactos do desastre socioambiental e aponta demandas por mais diálogo com moradores atingidos
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O Ministério Público Federal recebeu representantes do Conselho Nacional de Direitos Humanos para discutir o andamento das ações relacionadas ao caso Braskem, em Maceió. A reunião fez parte de uma missão institucional que apura possíveis violações de direitos humanos após o desastre causado pela extração de sal-gema.
O encontro reuniu integrantes do grupo de trabalho do MPF que atua no caso e teve como objetivo apresentar as medidas adotadas no acompanhamento do acordo socioambiental, incluindo fiscalização, monitoramento de áreas de risco e compensações às populações atingidas.
Segundo o MPF, a atuação está dividida em frentes como controle ambiental, reparação urbana e indenizações coletivas. Um dos pontos centrais debatidos foi a situação das comunidades dos Flexais, afetadas pelo chamado “ilhamento socioeconômico”, com dificuldades de acesso a serviços básicos.
Também foram discutidas ações voltadas à reparação de danos extrapatrimoniais, como iniciativas nas áreas de saúde mental, cultura, geração de renda e fortalecimento de organizações sociais, com recursos previstos para execução ao longo de quatro anos.
Durante a reunião, representantes do conselho relataram cobranças de moradores por maior participação nas decisões e mais diálogo com as instituições envolvidas. O MPF afirmou que mantém canais permanentes de escuta e acompanhamento das demandas, incluindo reuniões, atendimentos diretos e projetos de escuta comunitária.
Ao final, membros do conselho avaliaram positivamente a atuação do grupo de trabalho responsável pelo caso, que segue em monitoramento contínuo das ações e dos impactos provocados pela tragédia.