Policial penal suspeito de matar empresária alagoana em hotel tem prisão mantida pela Justiça de Sergipe
Tiago Sóstenes Miranda de Matos foi exonerado do cargo de diretor de presídio na Bahia e segue detido no Presídio Militar após tentativa de suicídio; vítima, Flávia Barros, era natural de Alagoas
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A Justiça de Sergipe decidiu manter a prisão do policial penal Tiago Sóstenes Miranda de Matos, apontado como autor do feminicídio da empresária Flávia Barros, de 38 anos. A decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (26) no Fórum Gumersindo Bessa, em Aracaju. Ele foi encaminhado de volta ao Presídio Militar de Sergipe (Presmil) .
Tiago recebeu alta do Hospital de Urgências de Sergipe (Huse) na quarta-feira (25). Ele havia sido internado após tentar tirar a própria vida no local do crime, no último domingo (22), no bairro da Atalaia, em Aracaju. O policial chegou a passar por cirurgia e estava sob vigilância neurológica.
Flávia Barros foi morta a tiros dentro de um quarto de hotel na orla de Aracaju. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Sergipe (SSP) , a arma utilizada era de propriedade funcional do policial penal. O casal estava hospedado no local para curtir o show de Rey Vaqueiro na capital sergipana.
Após atirar contra a empresária, Tiago tentou tirar a própria vida e foi socorrido. Ele permaneceu internado até a véspera da audiência de custódia.
Tiago Sóstenes era diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, na Bahia, unidade vinculada à Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap) . Ele foi exonerado do cargo na terça-feira (24), com publicação no Diário Oficial do Estado (DOE) .
De acordo com a Seap-BA, até o momento do crime, ele não respondia a nenhum processo administrativo disciplinar e tinha histórico funcional regular, sem registros de condutas incompatíveis com a função.
Flávia Barros era natural de Alagoas, empresária e estudante de Direito. Ela morava em Paulo Afonso, no norte da Bahia. O corpo foi velado na cidade e depois levado para Canindé de São Francisco (SE) , onde foi sepultado na segunda-feira (23).
A Polícia Civil de Sergipe investiga o caso como feminicídio. A arma de fogo utilizada foi apreendida no local. As investigações seguem para apurar as circunstâncias do crime e se houve premeditação.