Governo Lula veta projeto que flexibilizava contratos de trabalho para jovens
Texto previa jornada de até 44 horas semanais e desestimulava contratações pela Lei do Jovem Aprendiz
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O governo federal decidiu vetar integralmente o projeto de lei que criava um novo modelo de contratação voltado para jovens trabalhadores. Segundo o Palácio do Planalto, a proposta poderia resultar na precarização das relações de trabalho ao flexibilizar direitos previstos na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Na justificativa do veto, o Executivo afirma que o texto abria espaço para modalidades contratuais consideradas mais frágeis, comprometendo garantias trabalhistas e a proteção social destinada aos jovens que ingressam no mercado de trabalho.
De acordo com o governo, a medida contrariava princípios constitucionais relacionados à valorização do trabalho e poderia estimular vínculos empregatícios com menos estabilidade e menor segurança jurídica para os trabalhadores.
O Planalto também sustenta que o incentivo à empregabilidade da população jovem deve ocorrer por meio de políticas públicas que conciliem geração de oportunidades e preservação dos direitos trabalhistas, evitando a criação de regimes diferenciados que reduzam garantias já asseguradas pela legislação.
Na avaliação do Executivo, a proposta representava um risco de substituição de contratos tradicionais por modalidades mais flexíveis, o que poderia impactar negativamente a qualidade dos empregos ofertados ao público jovem.
Com o veto presidencial, o texto retorna ao Congresso Nacional, que ainda poderá analisar a decisão e decidir pela manutenção ou derrubada do veto em sessão conjunta de deputados e senadores. Caso o veto seja rejeitado pela maioria absoluta das duas Casas, o projeto poderá ser promulgado mesmo sem a concordância do governo federal