Caiado se filia ao PSD em evento em Goiás e entra na disputa pela indicação presidencial
Governador oficializa migração do União Brasil em cerimônia em Jaraguá; partido deve anunciar até o fim de março o nome que enfrentará Lula e Flávio Bolsonaro em outubro
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O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, oficializou neste sábado (14) sua filiação ao Partido Social Democrático (PSD) em um evento realizado na cidade de Jaraguá, no interior do estado. A cerimônia, que contou com a presença do presidente nacional da sigla, Gilberto Kassab, marcou a tentativa do governador de se viabilizar de vez na disputa pela Presidência da República nas eleições de outubro.
O encontro, denominado "Pra Frente Goiás", também serviu para o anúncio da pré-candidatura do atual vice-governador, Daniel Vilela (MDB), ao governo do estado, além de outras candidaturas locais como as de Gracinha Caiado, Vanderlan Cardoso, Zacharias Calil e Alexandre Baldy para o Senado.
Saída do União Brasil e chegada ao PSD
Caiado havia lançado sua pré-candidatura ao Planalto pelo União Brasil em abril de 2025, em Salvador. No entanto, diante de divergências internas e da federação da sigla com o Progressistas (PP) – partido ligado ao senador Ciro Nogueira, que era contrário à sua candidatura –, o governador viu seu espaço inviabilizado e anunciou a saída do partido em janeiro deste ano.
Ao escolher o PSD como sua nova casa, Caiado se juntou a outros dois governadores que também têm pretensões presidenciais: Ratinho Junior (Paraná) e Eduardo Leite (Rio Grande do Sul). Apesar da filiação, o caminho do governador goiano até a candidatura não é simples, já que ele enfrentará forte concorrência interna. Ratinho Junior é o nome mais bem posicionado nas pesquisas eleitorais e, segundo a CNN Brasil, a perspectiva é que o PSD confirme sua candidatura em abril, com a ideia de ter um nome de oposição moderado para enfrentar o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
O que disse Caiado
Durante o evento, o governador afirmou que respeitará a decisão do partido sobre quem será o candidato oficial. "Eu sou um homem que sei respeitar as decisões, e a decisão que for tomada, eu serei companheiro e serei candidato para caminhar ao lado de quem for por todo o Estado brasileiro", declarou.
Em tom de oposição ao governo federal, Caiado também fez críticas duras ao PT. "Se eu estou nessa luta junto com o Kassab, Ratinho, Eduardo, é porque eu quero derrubar esse ex-presidiário da Presidência da República. Esse PT, que o presidente é embaixador das facções criminosas, que nunca combateu PCC e Comando Vermelho", afirmou.
Em outra declaração, o governador foi enfático ao dizer que o PSD terá candidatura própria. "O PSD vai lançar candidato à Presidência da República. Vai lançar. Não existe dúvida alguma. O PSD não será vice nem acessório de nenhum outro candidato", disse a jornalistas.
Próximos passos
O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, indicou que o partido deve anunciar o nome do candidato até o fim de março, antecipando o prazo inicial, que era abril . Enquanto isso, os três pré-candidatos têm participado juntos de eventos e debates ao lado de Kassab.
Caiado, assim como outros governadores que pretendem disputar um cargo diferente da reeleição, precisará se descompatibilizar do mandato até o início de abril, caso contrário, pode se tornar inelegível . Neste cenário, se não for o escolhido para a Presidência, o governador goiano pode entrar como vice na chapa ou concorrer ao Senado por Goiás.