31 de julho de 2025
golpes financeiros

Operação mira falsa empresa de investimentos suspeita de aplicar golpes milionários no Recife

Quadrilha presa pela Polícia Civil teria criado estrutura semelhante a uma plataforma financeira e estabelecido meta de fraudar R$ 800 mil por mês

Por Redação
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Polícia prende quadrilha que aplicava golpes financeiros em empresarial no Recife. — - Foto: Polícia Civil de Pernambuco/ Divulgação

A Polícia Civil prendeu 13 pessoas suspeitas de integrar uma organização criminosa que aplicava golpes financeiros por meio de uma falsa empresa de investimentos no Recife. A ação, chamada de Operação Mirage, revelou um esquema que envolvia supostas aplicações em investimentos, criptomoedas e apostas.

Segundo as investigações, o grupo operava em um escritório localizado em um edifício empresarial na Avenida Agamenon Magalhães, na região central da capital pernambucana. O local tinha uma estrutura semelhante à de um call center, com isolamento acústico e quadros de metas para captação de dinheiro por meio das fraudes.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha estabelecia como objetivo arrecadar cerca de R$ 800 mil por mês com os golpes. Uma das vítimas identificadas teve um prejuízo estimado em R$ 1,5 milhão.

Esquema simulava plataforma de investimentos

A investigação apontou que os suspeitos criaram uma empresa de fachada com aparência profissional, utilizando aplicativos e ferramentas próprias para convencer as vítimas de que se tratava de uma operação financeira legítima.

A delegada Viviane Santa Cruz, da Delegacia de Polícia de Repressão ao Estelionato (DPRE), explicou que os criminosos utilizavam técnicas de engenharia social para atrair pessoas interessadas em investir.

As vítimas eram inicialmente direcionadas por anúncios em redes sociais e, depois, convencidas a realizar depósitos. Em alguns casos, os criminosos permitiam pequenos saques para criar uma falsa sensação de lucro e confiança.

Golpes atingiam vítimas em vários estados

Apesar de funcionar em Pernambuco, a falsa empresa fazia vítimas em diferentes regiões do Brasil. Segundo a polícia, o grupo alterava o nome da operação sempre que era identificado, criando novos sites para continuar aplicando os golpes.

Durante a investigação, iniciada em maio de 2024 após uma denúncia, os policiais descobriram que a plataforma utilizada pelos suspeitos não era hospedada no Brasil e que o negócio não possuía registro oficial de empresa.

Na operação, foram apreendidos cerca de 50 vestígios digitais, que serão analisados pela perícia para identificar novas vítimas, possíveis participantes do esquema e conexões com outros estados ou países.

Os investigadores também encontraram passaportes, passagens aéreas, reservas de hospedagem e uma programação de viagem no escritório. A suspeita é de que o grupo planejasse transferir a operação para o México.

Além das prisões, a Operação Mirage cumpriu sete mandados de busca e apreensão. Segundo a Polícia Civil, os suspeitos foram encontrados em atividade no momento da ação e tiveram as prisões preventivas decretadas após audiência de custódia.